O Banco do Nordeste (BNB) completou 74 anos neste domingo, 19 de julho, consolidando-se como uma das principais instituições públicas de fomento ao desenvolvimento econômico e social do país. Criado em 1952, o banco atua em toda a região Nordeste e em parte de Minas Gerais e do Espírito Santo, financiando projetos nas áreas de agricultura, indústria, comércio, infraestrutura, inovação e microcrédito.
Em reportagem publicada pelo O Povo, representantes de diferentes setores econômicos destacam que a instituição exerce um papel fundamental na redução das desigualdades regionais, ao ampliar o acesso ao crédito e estimular investimentos capazes de gerar emprego, renda e desenvolvimento. O banco também administra o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), principal instrumento de crédito para a região.
Essa avaliação dialoga com um dos temas debatidos durante a roda de conversa promovida pelo Coletivo das Estatais e Serviço Público do Ceará, realizada no último dia 9 de julho. Na ocasião, a presidenta da Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste (AFBNB), Rita Josina, afirmou que a defesa dos direitos dos trabalhadores e da previdência complementar passa também pelo fortalecimento da própria instituição.
Segundo ela, apesar dos bons resultados alcançados pelo Banco do Nordeste, ainda existem desafios importantes relacionados às condições previdenciárias dos empregados, o que demonstra que a valorização do banco deve caminhar ao lado da valorização de seus trabalhadores.
A coincidência entre a comemoração dos 74 anos do BNB e o debate promovido pelo Coletivo reforça uma mesma ideia: preservar o Banco do Nordeste significa manter uma instituição pública essencial para o desenvolvimento regional e, ao mesmo tempo, assegurar condições dignas para os profissionais que ajudaram a construir essa trajetória ao longo de mais de sete décadas.


