Da Redação
O Pix avança como ferramenta de autonomia financeira global e ganha destaque não só nas negociações internacionais com o projeto “Pix Global” no BRICS, mas também no dia a dia de brasileiros que viajam ou vivem no exterior
Com informações de ICL Notícias – O bloco BRICS trabalha no desenvolvimento do Pix Global, um sistema de pagamentos entre países-membros que promete agilidade, segurança e menores custos. A iniciativa usa tecnologias como blockchain, QR codes e carteiras digitais para conectar bancos centrais sem criar uma moeda única e sem depender do dólar.
A proposta despertou reação imediata dos Estados Unidos. O presidente Donald Trump classificou o BRICS como “grupo antiamericano”, ameaçou impor tarifas sobre países do bloco e abriu investigação contra o Pix, acusando o sistema brasileiro de prejudicar empresas norte-americanas. O governo brasileiro rebateu as críticas. Lula defendeu o Pix como patrimônio nacional e ironizou, dizendo que Trump deveria “fazer um Pix para entender sua modernidade”.
Pix além-fronteiras: praticidade para o dia a dia
Enquanto o embate político cresce, o Pix já circula fora do Brasil em países como Paraguai, Argentina, Chile, Portugal, França e Estados Unidos. Em Ciudad del Este, cerca de 90% das lojas aceitam Pix via maquininhas com QR Code, que convertem o valor automaticamente para reais, já com IOF incluso.
O funcionamento é simples. Fintechs brasileiras emitem o QR Code e adquirentes locais mostram o valor em moeda local. O pagamento é processado quase em tempo real e debitado diretamente em reais, sem surpresas no câmbio. Muitos usuários também utilizam contas multimoeda para enviar Pix, converter e gastar no país de destino sem precisar recorrer a casas de câmbio.
Mobilizando economia e autonomia
Dentro do Brasil, o impacto do Pix já é gigantesco. O sistema gerou cerca de 106,7 bilhões de reais em economia desde 2020, sendo 18,9 bilhões somente no primeiro semestre de 2025. Se o ritmo de adesão continuar, a economia pode chegar a 40,1 bilhões de reais por ano até 2030.
Com resultados tão expressivos, o Pix se consolida como símbolo de eficiência nacional e passa a ser também um instrumento político e geoeconômico. Ao mesmo tempo em que facilita a vida dos brasileiros no exterior, se transforma em peça estratégica na construção de uma nova ordem financeira internacional.


