Da Redação
Em resposta à pressão bipartidária por transparência, o Comitê de Supervisão da Câmara liberou mais de 33 mil páginas de documentos relacionados ao caso Jeffrey Epstein, fornecidos pelo Departamento de Justiça. Grande parte da documentação já era pública, gerando críticas sobre a eficácia da medida.
O Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes dos EUA divulgou mais de 33 mil páginas de documentos ligados ao caso Jeffrey Epstein, entregues pelo Departamento de Justiça em cumprimento a uma intimação emitida em agosto. A documentação inclui registros judiciais, depoimentos e outros materiais relacionados às investigações sobre tráfico sexual.
Apesar do volume, autoridades e ativistas destacaram que a maioria dos documentos já estava disponível ao público anteriormente. Legisladores como Ro Khanna afirmam que cerca de 97% do material já era conhecido, com apenas uma pequena parte (cerca de 3%) sendo inédita. Entre os elementos novos estariam registros de voos da aeronave de Epstein e formulários de reentrada nos EUA.
O líder do comitê, James Comer, justificou a liberação como parte de um esforço para responder à crescente demanda por transparência e responsabilização. Contudo, críticos acusam que a forma desorganizada da divulgação, via Google Drive, dificultou a análise pelo público.
Um esforço legislativo paralelo, conduzido por Thomas Massie (Republicano) e Ro Khanna (Democrata), busca obrigar o DOJ a divulgar integralmente todos os registros vinculados a Epstein — excluindo informações que comprometam a privacidade das vítimas. Embora Conte tenha classificado a proposta como mal elaborada e desnecessária diante da liberação em curso, o debate sobre a transparência permanece aceso.
Enquanto isso, líderes do Congresso afirmaram que continuarão reunindo-se com vítimas, exigindo que futuros esforços priorizem uma abordagem centrada nos sobreviventes e apontando falhas históricas do sistema de justiça na condução do caso.

