Por Sousa Júnior – Diretor da Atitude Popular
A foto que ilustra este artigo é de uma publicação oficial de ontem, 5 de janeiro, do Departamento de Estado dos EUA, e seu título, “Este é nosso Hemisfério”, revela a atualização da doutrina Monroe, de 1823, em que o país norte-americano declarou as Américas sua área de influência e tinha como lema “América para os Americanos”. Leia-se: para os EUA.
A foto que ilustra este artigo é de uma publicação oficial de ontem, 5 de janeiro, do Departamento de Estado dos EUA, e seu título, “Este é nosso Hemisfério”, revela a atualização da doutrina Monroe, de 1823, em que o país norte-americano declarou as Américas sua área de influência e tinha como lema “América para os Americanos”. Leia-se: para os EUA.
Donald Trump, a partir da criminosa intervenção militar na Venezuela, na madrugada de 3 de janeiro, escancara nessa publicação suas intenções de dominar política e economicamente os países da América Latina e intervir militarmente naqueles que resistirem, como fez ao sequestrar Nicolás Maduro e ao ameaçar de morte a presidente interina Delcy Rodríguez, caso ela não aceite que os EUA tomem para si o petróleo e demais riquezas do país.
Deixando claro que a Venezuela é apenas o início de sua escalada de domínio da região, Trump ameaçou de fazer o mesmo na Colômbia e no México, e certamente o fará no Brasil, ignorando a oposição de quase todos os países da ONU e as leis e tratados internacionais, iniciando uma nova era na geopolítica mundial através do uso da força militar, que é o que ainda mantém de pé o antes todo poderoso e hegemônico país da América do Norte.
Pode ser que alguém, por ingenuidade ou pura desinformação, acredite que Trump interveio na Venezuela em defesa da democracia ou contra o suposto narcotráfico. Não é o caso das lideranças políticas de extrema-direita no Brasil, a exemplo do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que comemorou a agressão à soberania do país venezuelano. O deputado bolsonarista Nikolas Ferreira (PL) fez pior: sugeriu que Trump também sequestrasse o Lula.
Em 2026, a pauta central das eleições mudou. Já não é mais a segurança pública interna que será debatida com maior relevância e sim a segurança e soberania do país frente à ameaça de intervenção militar e domínio das riquezas nacionais pelos EUA, não só do Brasil, mas de todos os países da região. Será um debate, ora em curso, entre soberania e entreguismo, entre coragem para defender o que é nosso ou covardia frente ao nosso inimigo principal.
Na próxima eleição será fácil escolher: votar em Lula e em quem defende a soberania nacional é votar no Brasil para os Brasileiros. Votar na extrema-direita é entregar o país para os EUA.


