Atitude Popular

Janja se emociona ao lembrar da mãe vítima da covid e cobra punição aos responsáveis pela tragédia sanitária

Da Redação

A primeira-dama Janja Lula da Silva se emocionou nesta segunda-feira (11) ao recordar a morte da mãe durante a cerimônia de sanção da lei que cria o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, realizada no Palácio do Planalto. Em um dos momentos mais marcantes do evento, Janja afirmou que imaginava perder a mãe em decorrência do Alzheimer, mas disse que ela acabou sendo “arrancada” pela covid-19.

Ao falar sobre o impacto pessoal da pandemia, Janja associou a dor de sua família ao sofrimento vivido por milhões de brasileiros durante os anos mais críticos da emergência sanitária. A primeira-dama também criticou diretamente a condução da pandemia no país, lembrando episódios de desinformação, ataques às vacinas e campanhas contra medidas básicas de proteção sanitária.

Segundo Janja, o Brasil viveu um período em que parte das autoridades incentivava aglomerações, desacreditava o uso de máscaras e colocava em dúvida a eficácia da vacinação. Em seu discurso, ela defendeu que os responsáveis políticos pela condução da crise sanitária sejam responsabilizados e declarou que jamais esquecerá as mais de 700 mil vítimas da doença no país.

A cerimônia ocorreu durante a sanção da lei que oficializa o 12 de março como Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. A data foi criada para preservar a memória das vítimas, homenagear profissionais da saúde e estimular ações de conscientização sobre os impactos da pandemia no Brasil.

Durante o evento, o Presidente Lula também destacou a necessidade de preservar a memória coletiva sobre a pandemia e reafirmou a defesa da ciência, da vacinação e do fortalecimento do Sistema Único de Saúde. O pronunciamento pode ser assistido aqui:

Fala do Presidente Lula durante cerimônia em memória das vítimas da covid-19

A pandemia deixou marcas profundas no país. Além das centenas de milhares de mortes, o Brasil enfrentou colapso hospitalar em diversas regiões, falta de oxigênio em unidades de saúde, sobrecarga de profissionais da linha de frente e disputas políticas em torno das medidas sanitárias.

Entidades da saúde pública e familiares das vítimas defendem que a criação de uma data nacional de memória também funciona como instrumento contra o apagamento histórico. Para esses grupos, lembrar o período é uma forma de impedir a normalização da tragédia e preservar os relatos de quem perdeu parentes durante a crise sanitária.

Especialistas apontam ainda que os efeitos da pandemia permanecem presentes na sociedade brasileira, tanto na saúde mental da população quanto no agravamento das desigualdades sociais e econômicas. Trabalhadores informais, moradores de periferias e populações vulnerabilizadas estiveram entre os grupos mais atingidos pela crise.