Da Redação
Em cúpula virtual realizada em 8 de setembro, os líderes do BRICS concordaram em criar mecanismos de resistência a medidas unilaterais, proteger suas economias e fortalecer a solidariedade comercial entre os países do Sul Global.
Na segunda-feira, 8 de setembro de 2025, os líderes dos países do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, além de membros associados como Irã, Egito, Indonésia, Emirados Árabes e Etiópia) reuniram-se virtualmente para debater os impactos das políticas comerciais unilaterais — especialmente após medidas protecionistas recentes, como tarifas elevadas impostas pelos Estados Unidos.
O presidente Lula explicou que a cúpula buscou construir uma agenda de resistência coletiva a atos econômicos unilaterais, especialmente sanções extraterritoriais, tariff blackmail e outras práticas coercitivas que afetam a autonomia do bloco. Ele enfatizou a necessidade de fortalecer a cooperação intra-BRICS, ampliando instrumentos de solidariedade, coordenação política e comércio entre os países membros.
O presidente Xi Jinping, da China, destacou que o grupo precisa salvaguardar o sistema multilateral de comércio e rejeitar todo tipo de protecionismo que prejudica o crescimento coletivo. Já o presidente da África do Sul endossou a necessidade de reformas na Organização Mundial do Comércio (OMC) para torná-la mais eficaz e representativa.
Do Irã, o presidente Masoud Pezeshkian pediu que o BRICS se posicione como ator central contra políticas unilaterais e uso instrumental de sanções, defendendo a criação de mecanismos conjuntos que protejam seus membros de pressões injustas e garantam o caminho para o desenvolvimento sustentável.
O ministro indiano das Relações Exteriores, S. Jaishankar, resumiu o sentimento compartilhado: é imperativo manter o comércio aberto, justo e transparente, sem atropelos.
O encontro também serviu para alinhar ações preparatórias para eventos globais iminentes, como a 80ª Assembleia-Geral da ONU, a COP30 em Belém e a Cúpula do G20 — reforçando o compromisso do BRICS com uma governança global mais equilibrada.






