A reeleição do Presidente Lula no domingo (25) provocou uma onda de memes nas redes sociais, com montagens feitas por inteligência artificial, referências ao futebol e provocações a Flávio Bolsonaro (PL). A vitória do petista, que terminou o primeiro turno atrás do adversário e venceu a disputa no segundo, também inspirou brincadeiras sobre o quarto mandato presidencial conquistado nas urnas.
A expressão “é tetra” apareceu em publicações que associaram a trajetória eleitoral de Lula ao futebol. Internautas também recorreram a cenas de filmes, séries e apresentações musicais para representar a comemoração. Algumas montagens usaram inteligência artificial para inserir o rosto do presidente em imagens de celebrações conhecidas da cultura pop.
Reações de aliados de Flávio viram meme
As manifestações de apoiadores de Flávio Bolsonaro durante a apuração também se tornaram alvo de sátiras. Um dos conteúdos que circularam nas redes recebeu o nome de “Capela Tristina”, em referência à Capela Sistina, no Vaticano, decorada com pinturas de Michelangelo.
A montagem reúne expressões de frustração de políticos e aliados do senador após a confirmação do resultado eleitoral. Entre os nomes retratados estão o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o influenciador Pablo Marçal.
A brincadeira contrapõe a confiança demonstrada por integrantes da campanha durante a apuração às reações posteriores à vitória de Lula. Antes da confirmação do resultado, aliados de Flávio publicaram mensagens de otimismo e previsões de uma virada favorável ao candidato do PL.
Inteligência artificial amplia a circulação das montagens
Outro conteúdo viral mostrava uma versão fictícia de Flávio Bolsonaro chorando e dizendo que o resultado seria uma “falha do sistema”. A gravação foi produzida com recursos de manipulação digital e não deve ser interpretada como registro real da reação do senador.
As publicações também fizeram referência ao influenciador Rico Melquiades, que havia afirmado que deixaria o Brasil caso Lula fosse reeleito. Depois da vitória petista, imagens dele organizando malas foram usadas para cobrar, em tom de brincadeira, o cumprimento da promessa.
As montagens mostram como o resultado eleitoral passou a ser interpretado nas redes por meio do humor e da disputa simbólica entre apoiadores dos candidatos. Como parte dos conteúdos utiliza inteligência artificial, imagens e vídeos que aparentam registrar acontecimentos reais exigem verificação antes de serem compartilhados como fatos.




















Aliados de Flávio comemoraram liderança provisória antes da virada de Lula
Vídeos publicados nas redes sociais mostram parlamentares do PL e apoiadores de Flávio Bolsonaro comemorando quando o senador assumiu temporariamente a liderança na apuração do segundo turno, na noite de domingo (25). As imagens foram divulgadas pelo empresário Pablo Marçal, que acompanhava a apuração ao lado de Flávio, em Brasília, e por Eduardo Bolsonaro, que publicou uma gravação de uma comemoração em Miami, nos Estados Unidos.
A euforia ocorreu quando a contagem parcial indicou uma vantagem momentânea do candidato do PL. Com o avanço da apuração, o Presidente Lula recuperou a liderança e venceu a eleição com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio.
As gravações passaram a circular em montagens humorísticas nas redes sociais, que contrapõem as cenas de comemoração às reações posteriores à confirmação da vitória de Lula. As imagens também foram usadas para ironizar a confiança demonstrada por apoiadores do PL antes da conclusão da apuração.


Ausência de Janones no canal vira combustível para memes após vitória de Lula
A ausência de André Janones na condução das mensagens do canal “Exército do Lula” durante a repercussão da vitória do Presidente Lula não impediu que internautas aproveitassem o espaço para produzir brincadeiras sobre a derrota de Flávio Bolsonaro. O deputado federal, conhecido por enviar áudios com convocações e instruções aos seguidores, não orientou uma mobilização específica para explorar as reações dos adversários, como fazia durante a campanha. Ainda assim, usuários das redes sociais passaram a usar a ausência de novos comandos como parte das piadas sobre o resultado eleitoral.
Durante o segundo turno, Janones centralizou no canal as chamadas para ações digitais, com pedidos de compartilhamento de publicações, divulgação de hashtags e ampliação da rede de apoiadores. Com mais de 10 milhões de seguidores, o grupo se tornou uma das principais ferramentas de mobilização digital da campanha. Após a confirmação da vitória, a dinâmica mudou: em vez de aguardar uma nova missão do deputado, internautas passaram a aproveitar por conta própria os conteúdos e as reações que circulavam nas redes.
A situação também virou uma brincadeira sobre a dependência dos seguidores das orientações de Janones. O episódio mostra como a comunidade criada para organizar ações coordenadas passou a servir, espontaneamente, como espaço de humor político após o encerramento da disputa eleitoral.






