Sociólogo analisa pesquisas que colocam o Presidente Lula na liderança, defende mobilização popular e afirma que a disputa de 2026 ainda pode sofrer mudanças significativas
Uma nova rodada de pesquisas eleitorais que coloca o Presidente Lula na liderança em todos os cenários para a eleição presidencial de 2026 foi tema da mais recente edição do programa Democracia no Ar, da TV Atitude Popular. O convidado foi o sociólogo e professor Pádua Araújo, que analisou o cenário político nacional, os desafios da esquerda e os riscos de uma leitura precipitada dos levantamentos eleitorais.
Durante a entrevista, baseada na repercussão da nova pesquisa eleitoral, Pádua avaliou que os números refletem um momento favorável ao Presidente Lula, mas ressaltou que ainda falta um longo caminho até a eleição. Segundo ele, pesquisas registram o humor do eleitorado em determinado instante e não representam um resultado definitivo.
“O que a pesquisa mostra hoje é uma fotografia do momento. Os números são favoráveis ao Presidente Lula, mas ainda não estamos em campanha eleitoral. O comportamento do eleitor pode mudar ao longo do processo, principalmente nos dias finais da disputa”, afirmou.
Na avaliação do sociólogo, parte da vantagem de Lula decorre das dificuldades enfrentadas pelo principal nome da extrema direita nas pesquisas. Ainda assim, ele advertiu que o campo conservador poderá reorganizar sua estratégia.
“Penso que existe um risco concreto de substituição da candidatura por outro nome, como Michelle Bolsonaro. Se isso ocorrer, parte da disputa será reiniciada e teremos um cenário diferente do atual.”
Ao comentar a possibilidade de uma vitória ainda no primeiro turno, Pádua pediu cautela e criticou qualquer clima de acomodação entre os apoiadores do governo.
“Não podemos ridicularizar o inimigo e dizer que a eleição está ganha. Essa eleição não está definida. Precisamos continuar mobilizados todos os dias.”
Para ele, a militância terá papel decisivo nos próximos meses. Segundo o professor, a campanha não poderá depender exclusivamente das redes sociais.
“É fundamental colocar a cara na rua, conversar com as pessoas e defender o patrimônio social construído nos últimos anos. A disputa política continua sendo feita no contato direto com a população.”
Pádua destacou que governos do Presidente Lula consolidaram políticas públicas que transformaram a realidade de milhões de brasileiros, citando programas sociais, investimentos em infraestrutura e grandes obras nacionais.
Entre os exemplos mencionados estão a conclusão da Transnordestina, o avanço da transposição do Rio São Francisco, investimentos em rodovias e a retomada de políticas de combate à fome.
“O governo reconstruiu políticas públicas, reorganizou o Estado e retomou programas que melhoraram a vida da população. Não podemos permitir que tudo isso seja perdido.”
Outro ponto abordado foi o perfil do chamado eleitor “independente”, categoria que vem aparecendo nas pesquisas em substituição ao antigo conceito de indecisos.
Segundo Pádua, muitos desses eleitores possuem posicionamento político, mas ainda não se identificam com as principais candidaturas apresentadas até o momento.
“Esses eleitores não são necessariamente indecisos. Muitos têm posição ideológica, mas aguardam o desenrolar do cenário para definir o voto útil no segundo turno.”
O comentarista Antônio Ibiapino também participou do debate e chamou atenção para a importância da renovação do Congresso Nacional. Para ele, a governabilidade dependerá não apenas da eleição presidencial, mas também da composição da Câmara dos Deputados e do Senado.
Ao longo da conversa, os participantes defenderam maior participação popular na política, fortalecimento dos movimentos sociais e ampliação do debate público sobre democracia, direitos sociais e soberania nacional.
Na parte final da entrevista, Pádua também manifestou preocupação com possíveis tentativas de influência internacional sobre as eleições brasileiras, especialmente por meio das plataformas digitais e da disseminação de desinformação.
Segundo ele, o ambiente político internacional exige atenção permanente das forças democráticas.
“O Brasil vive uma eleição decisiva. Precisamos permanecer atentos, organizados e conscientes de que a democracia exige participação constante.”
Referências
Nenhuma obra literária, filme, série ou artista foi citado como referência cultural durante o trecho da entrevista utilizado nesta matéria.
📺 Programa Democracia no Ar
📅 De segunda à sexta
🕙 Das 10h às 11h
📺 Ao vivo em: https://www.youtube.com/TVAtitudePopular
💚 Apoie a comunicação popular!
📲 Pix: 85 996622120
📲✨ Siga o canal “Atitude Popular” no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029Vb7GYfH8KMqiuH1UsX2O


