Polícia Federal prepara esquema nacional de segurança para os presidenciáveis, com planos individualizados, mais de 600 profissionais treinados e uso de tecnologias especiais durante a campanha eleitoral
Da Redação
A Polícia Federal montou uma operação especial para garantir a segurança dos candidatos à Presidência da República durante as eleições de 2026. O esquema prevê o emprego de drones, veículos blindados, kits antibombas e outros equipamentos especializados de proteção, além da elaboração de um plano individual de segurança para cada presidenciável.
Segundo a corporação, todas as candidaturas serão avaliadas com base em critérios técnicos. O efetivo mobilizado e os recursos empregados variarão conforme a análise de risco realizada para cada candidato, levando em consideração o perfil das agendas de campanha e eventuais ameaças identificadas.
Planos serão personalizados
Cada candidato contará com um plano próprio de proteção, atualizado permanentemente de acordo com a evolução do cenário de segurança.
Antes de cada compromisso de campanha, equipes da Polícia Federal realizarão inspeções prévias nos locais, coordenando as ações com as forças de segurança estaduais e municipais.
Por questões operacionais, a PF informou que não divulgará a classificação de risco atribuída aos candidatos nem o número de agentes destacados para cada equipe de proteção.
Adesão será facultativa
A utilização da estrutura oferecida pela Polícia Federal não será obrigatória.
Os candidatos poderão optar por não receber a proteção institucional no início da campanha e solicitar sua inclusão posteriormente, caso considerem necessário diante da evolução do processo eleitoral.
Mais de 600 profissionais foram capacitados
Para a operação, a Polícia Federal promoveu um amplo programa de treinamento voltado à proteção de autoridades.
Mais de 600 profissionais receberam capacitação em direção defensiva, primeiros socorros, operação de drones, planejamento tático e outras técnicas específicas para atuação em situações de risco envolvendo candidatos à Presidência.
Plano começou a ser estruturado meses antes
O esquema de segurança faz parte de um planejamento iniciado ainda no primeiro semestre de 2026.
Em março, a Polícia Federal apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ao Palácio do Planalto e à equipe econômica um plano preliminar que previa a mobilização de centenas de agentes especializados, aquisição de tecnologias de proteção, sistemas antidrone e reforço orçamentário para garantir a segurança dos presidenciáveis durante toda a campanha.
Em maio, a corporação também anunciou a criação de uma sala nacional de comando para monitoramento em tempo real das operações, além da integração entre superintendências regionais e órgãos estaduais de segurança pública.
Convenções definirão candidatos oficiais
Atualmente, os partidos trabalham com diversos nomes colocados como pré-candidatos à Presidência da República.
A oficialização das candidaturas ocorrerá durante as convenções partidárias, previstas para começar em 20 de julho. O prazo final para registro das candidaturas junto à Justiça Eleitoral termina em 15 de agosto. A partir dessa etapa, a estrutura definitiva de proteção será implementada para os candidatos que aderirem ao esquema da Polícia Federal.


