Da Redação
O presidente Lee Jae-Myung acionou um plano emergencial após a detenção de mais de 300 sul-coreanos em uma fábrica da Hyundai, prometendo apoio diplomático e um possível envio de representante de alto escalão a Washington.
Nesta sexta-feira, 6 de setembro de 2025, o governo da Coreia do Sul reagiu com urgência ao episódio de prisão de centenas de seus cidadãos durante uma operação de imigração em uma fábrica de baterias da Hyundai, no estado da Geórgia (EUA). O presidente Lee Jae-Myung determinou um “esforço total” para garantir a proteção legal dos sul-coreanos detidos.
O ministro das Relações Exteriores, Cho Hyun, convocou uma reunião de emergência e anunciou a formação de uma força-tarefa para lidar com a situação. Ele também se colocou disposto a viajar a Washington, caso seja necessário dialogar diretamente com autoridades norte-americanas.
Dos cerca de 475 trabalhadores detidos, mais de 300 eram cidadãos sul-coreanos. O caso ocorreu durante uma ação que se tornou a maior operação de aplicação da lei de imigração em um único local na história do Departamento de Segurança Interna dos EUA — e pode agravar as tensões entre Seul e Washington, especialmente diante das negociações comerciais envolvendo US$ 350 bilhões em investimentos sul-coreanos nos EUA.
LG Energy Solution e Hyundai confirmaram cooperação com as autoridades enquanto investigam a situação entre seus contratados e funcionários. Um porta-voz sul-coreano deixou claro que os direitos dos cidadãos e os interesses das empresas coreanas devem ser resguardados durante quaisquer investigações.


