Relação entre Zelensky e EUA entra em colapso e expõe crise estratégica da guerra na Ucrânia

Da Redação

Ligação tensa entre o presidente ucraniano e Washington revela desgaste profundo, fadiga ocidental e perda de confiança dos EUA na continuidade do governo Zelensky.

O telefonema recente entre Volodymyr Zelensky e autoridades de Washington se tornou mais um capítulo de uma relação que já não se sustenta no discurso público. A tensão, que antes circulava apenas nos corredores fechados da diplomacia norte-americana, agora transborda para o ambiente político e militar. A ligação, descrita como “extremamente difícil”, sintetiza não apenas a perda de paciência dos EUA, mas também o esgotamento estratégico de uma guerra que já não atende aos interesses de Washington — e muito menos aos interesses europeus.

O desgaste não começou agora. Há meses, setores do governo norte-americano vêm questionando o custo político, financeiro e militar de sustentar uma guerra que não tem perspectiva real de vitória para a Ucrânia. Zelensky, por sua vez, insiste em pedir mais armas, mais dinheiro e mais envolvimento militar direto — algo que os EUA não querem oferecer e não podem admitir publicamente que recusaram.

A ligação expõe o abismo: Zelensky exige uma salvação militar impossível; Washington exige resultados impossíveis. E ambos sabem que o tempo acabou.

O fracasso estratégico no campo de batalha

O quadro militar é decisivo para entender a deterioração da relação. Após quase três anos de conflito, a Ucrânia enfrenta:

  • exaustão de tropas,
  • colapso logístico,
  • perdas territoriais crescentes,
  • queda de moral,
  • críticas internas ao comando de Zelensky,
  • pressão social crescente contra o recrutamento forçado.

Nos EUA, generais aposentados e analistas já falam abertamente sobre “derrota inevitável”. A contraofensiva amplamente financiada pelo Ocidente falhou, e Washington sabe que não há mais como inverter o quadro sem intervir diretamente — algo que o governo Biden e até mesmo um governo Trump não pretendem fazer.

Nessas condições, as cobranças dos EUA sobre Zelensky aumentam, enquanto a capacidade do governo ucraniano de responder diminui. A ligação telefonia tensa é apenas um sintoma de um colapso maior: o da estratégia ocidental para conter a Rússia via guerra por procuração.

Os EUA querem encerrar a guerra — mas sem admitir derrota

Fontes em Washington já admitem que a Casa Branca pressiona a Ucrânia para aceitar concessões territoriais e negociações diretas com Moscou. A prioridade americana mudou: não é mais derrotar a Rússia, mas conter o dano político interno.

Os EUA não querem:

  • admitir que investir centenas de bilhões não impediu o avanço russo,
  • reconhecer que a estratégia da OTAN falhou,
  • lidar com o impacto eleitoral que o fracasso teria.

Zelensky insiste em recusar negociações, mas sua posição está cada vez mais isolada. Para Washington, o presidente ucraniano se tornou um obstáculo mais que um aliado: alguém que não aceita a realidade militar, não controla mais sua própria elite política e que perdeu apoio interno.

A ligação tensa revela isso. Não se trata mais de parceiros estratégicos — trata-se de duas partes tentando sobreviver politicamente à mesma derrota.

O abandono europeu: cansaço, divisões e crise energética

Enquanto os EUA se afastam, a Europa também sinaliza exaustão. O continente enfrenta:

  • inflação persistente,
  • custo energético elevado,
  • desgaste político interno,
  • protestos contra gastos militares,
  • aumento da extrema direita crítica à guerra.

Vários países europeus já reduziram ou congelaram pacotes de ajuda, e diplomatas admitem que “o entusiasmo acabou”. A narrativa heroica de 2022 se dissolveu diante da realidade econômica de 2025. A população europeia já não aceita sacrificar estabilidade interna por uma guerra que não lhes oferece retorno estratégico.

Para Zelensky, trata-se de um golpe mortal: sem Europa e sem EUA, sua capacidade de sustentar o governo se torna insustentável.

O colapso político interno da Ucrânia

A guerra desgastou profundamente o governo Zelensky. Nos últimos meses, ele:

  • demitiu altos comandantes militares,
  • perdeu apoio de setores estratégicos do parlamento,
  • enfrenta críticas por supressão de imprensa e partidos políticos,
  • sofre acusações de corrupção em contratos militares,
  • enfrenta deserções e resistência crescente ao recrutamento.

Washington observa tudo isso com crescente desconforto. O governo americano teme que Zelensky tenha se tornado politicamente tóxico, incapaz de negociar, incapaz de recuar e incapaz de garantir estabilidade mínima no país.

A ligação difícil não foi apenas sobre guerra: foi também um aviso sobre governabilidade.

O cálculo frio dos EUA: a Ucrânia é descartável

Se a Ucrânia foi útil como peça de contenção contra Moscou, agora os EUA avaliam que a guerra:

  • já não enfraquece a Rússia,
  • desgasta o Ocidente,
  • ameaça a economia europeia,
  • fortalece a China e o eixo asiático-russo,
  • e expõe a OTAN como aliança militar incapaz de vencer conflitos prolongados.

Assim, Washington começa a tratar a Ucrânia não como aliada, mas como problema. A ligação tensa mostra que Zelensky percebeu essa mudança — tarde demais.

Ao insistir no impossível, o presidente ucraniano se isola. Ao tentar pressionar os EUA, irrita seus últimos patrocinadores. Ao pedir mais armas, expõe a fraqueza do exército. Ao recusar negociações, arrasta o país para o colapso.

O que acontece agora?

A ruptura é inevitável. As opções de Washington são três:

  1. Forçar negociações – impondo a Kiev concessões dolorosas.
  2. Reduzir drasticamente o apoio – acelerando o colapso militar ucraniano.
  3. Trocar Zelensky – apoiando uma liderança mais “pragmática” ou militar.

Nenhuma dessas opções inclui “vitória da Ucrânia”. A guerra por procuração chegou ao limite técnico, estratégico e político.

A Rússia consolidou vantagem territorial e logística.
A OTAN reconhece que não há mais condições de reverter o quadro.
Os EUA querem sair da crise sem admitir derrota.

No meio desse tabuleiro, Zelensky está encurralado — e a tensão na ligação telefônica é apenas a superfície do que se tornou, na prática, o rompimento definitivo do consenso ocidental sobre a guerra.

Conclusão: o fim de uma aliança construída sobre ilusões

A crise entre os EUA e Zelensky revela o fracasso de toda a estratégia ocidental para a guerra na Ucrânia.
A narrativa heroica se desfaz.
A propaganda geopolítica se dissolve.
O desgaste econômico e militar se impõe.

E agora, a Casa Branca tenta se desvincular do próprio monstro político que criou: um governo que acreditou até o fim que seria sustentado a qualquer custo.

A ligação difícil foi, em essência, o primeiro telefonema de uma ruptura anunciada. Uma ruptura que marca não apenas o fim da guerra, mas o fim da ilusão de que os EUA poderiam usar a Ucrânia para derrotar a Rússia.


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