Da Redação
Registros atribuídos ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), mostram que ele teria preparado perguntas específicas para tentar identificar “omissões” e “contradição” no depoimento do diretor de fiscalização do Banco Central, como parte da investigação sobre o Caso Banco Master.
Registros escritos atribuídos ao ministro Dias Toffoli, relator do Caso Banco Master no STF, revelam que ele anotou uma estratégia explícita para **buscar “omissões” e “contradições” no depoimento do diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, ouvido em dezembro de 2025 em uma audiência no Supremo.
Segundo relatos divulgados em veículos de imprensa, as anotações de Toffoli não seriam meros rascunhos, mas um roteiro preparado antes do depoimento, com perguntas direcionadas a testar a consistência das respostas do representante do Banco Central e explorar eventuais lacunas ou falhas de explicação.
O objetivo declarado dessas anotações, segundo o conteúdo divulgado, seria identificar indícios de irregularidades no processo de fiscalização da autarquia, que culminou na liquidação da instituição financeira investigada — o Banco Master. A liquidação do banco e os desdobramentos da investigação têm atraído atenção nacional devido ao volume de recursos envolvidos e às diversas frentes de apuração que estão abertas no âmbito da Polícia Federal, da Justiça e do próprio STF.
O depoimento em questão ocorreu em 30 de dezembro de 2025 no STF, durante uma etapa da investigação em que autoridades e dirigentes relacionados às operações financeiras sob análise foram ouvidos como parte da apuração conduzida pela Polícia Federal. A atuação de Toffoli na condução das oitivas tem sido alvo de debates e críticas, inclusive sobre a forma como questões sensíveis estão sendo tratadas na corte, dada a relevância política e econômica do caso.
Especialistas em processo penal ouvidos por analistas políticos ressaltam que preparar um roteiro de perguntas é prática comum em procedimentos de investigação, sobretudo em audiências de órgãos judiciais, mas a existência de anotações específicas para identificar contradições é um detalhe que alimenta a discussão pública sobre a condução do caso pelo STF e a importância de garantir que depoimentos sejam claros e íntegros diante de suspeitas de irregularidade.
Enquanto a investigação prossegue, Toffoli segue à frente da relatoria do Caso Banco Master, e os detalhes sobre a condução dos depoimentos e demais medidas processuais continuam sendo observados com atenção por parte de autoridades, advogados e integrantes do meio jurídico.






