Atitude Popular

ABI pede investigação de ameaças contra Nêggo Tom

Da Redação

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) acionou o Ministério Público de São Paulo para investigar ameaças feitas contra o jornalista e comunicador Ricardo Nêggo Tom, colunista e apresentador da TV 247. O caso reacende o alerta sobre a escalada de intimidações contra profissionais da comunicação no Brasil.

Nêggo Tom, que já participou diversas vezes do programa Democracia no Ar, da Rádio e TV Atitude Popular, também integra a programação musical da emissora, que frequentemente veicula suas produções. Sua presença constante na comunicação popular reforça o papel que desempenha na construção de uma mídia comprometida com o debate público e com as pautas sociais.

As ameaças foram direcionadas ao jornalista após manifestações sobre um episódio de violência policial ocorrido na capital paulista. Em ofício encaminhado ao Ministério Público, a ABI solicita a apuração rigorosa dos fatos e a responsabilização dos envolvidos.

De acordo com a denúncia, as mensagens intimidatórias partiram de um perfil que afirma ter ligação familiar com policiais. Para a ABI, esse elemento torna ainda mais grave a situação e justifica a atuação do Ministério Público, órgão responsável pelo controle externo das forças de segurança.

A associação classificou o episódio como um ataque direto não apenas ao comunicador, mas ao próprio direito da sociedade à informação. Em sua avaliação, ameaças desse tipo têm o objetivo de constranger o exercício do jornalismo e intimidar outros profissionais da área.

O caso envolve comentários feitos por Nêggo Tom sobre a morte de uma mulher durante uma ação policial em São Paulo, tema que gerou forte repercussão nas redes sociais. A reação violenta, segundo a ABI, revela um ambiente cada vez mais hostil para jornalistas que abordam temas sensíveis, especialmente relacionados à atuação das forças de segurança.

A entidade também reforçou que a liberdade de imprensa é um direito garantido pela Constituição e reiteradamente reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal. Para a ABI, permitir que ameaças desse tipo avancem sem resposta institucional abre precedente perigoso para o enfraquecimento democrático.

O episódio soma-se a uma série de ocorrências recentes que evidenciam a pressão sobre comunicadores independentes e reforça a necessidade de mecanismos efetivos de proteção ao trabalho jornalístico no país.

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