O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na segunda-feira (26) que a eleição brasileira “pareceu” fraudada, mas declarou que gosta do Presidente Lula e mantém uma boa relação com o brasileiro. A manifestação foi criticada por Celso Amorim, assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, que classificou a declaração como contraditória e contestou a suspeita de irregularidades.
Trump questionou o processo eleitoral após a vitória de Lula no segundo turno, realizado no domingo (25), contra Flávio Bolsonaro (PL). O presidente norte-americano não apresentou provas para sustentar a alegação de fraude. Também mencionou aspectos da votação que, segundo ele, levantaram dúvidas sobre o processo.
Na mesma ocasião, Trump declarou que gosta de Lula e que se dá bem com o presidente brasileiro. A combinação entre a suspeita de fraude e a declaração de proximidade política foi apontada por Amorim como uma contradição.
Amorim contesta acusação e cita atuação da Meta
Ao responder à declaração de Trump, Celso Amorim afirmou que o presidente norte-americano estava mal informado. O assessor mencionou as acusações feitas pela campanha de Lula contra a Meta, empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, por supostas restrições ao alcance de publicações do candidato durante a disputa eleitoral.
A campanha de Lula questionou a atuação da empresa e levou o caso à Justiça Eleitoral. A Meta, por sua vez, negou ter interferido deliberadamente no processo para favorecer um candidato. A afirmação de Amorim sobre uma tentativa de fraude deve ser tratada como uma declaração política, e não como uma conclusão judicial definitiva.
Relação entre Brasil e Estados Unidos
A manifestação de Trump ocorre após uma campanha marcada pelo apoio do governo norte-americano a setores da direita brasileira e por divergências políticas entre Washington e Brasília. Apesar disso, o presidente dos Estados Unidos declarou manter uma relação positiva com Lula.
A declaração de Trump não veio acompanhada de evidências que comprovem fraude na votação brasileira. Até o momento da manifestação, o resultado eleitoral havia sido proclamado pela Justiça Eleitoral brasileira.


