No Democracia no Ar, Luciano Simplício e Wil Pereira convocam trabalhadoras e trabalhadores para o ato político-cultural do 1º de Maio, em Fortaleza, com defesa do fim da escala 6×1, redução da jornada e direitos sociais
No programa Democracia no Ar, da Rádio e TV Atitude Popular, apresentado por Sara Goes, os presidentes da CTB-CE, Luciano Simplício, e da CUT-CE, Wil Pereira, convocaram trabalhadoras, trabalhadores, movimentos sociais e entidades populares para o tradicional ato político-cultural do 1º de Maio, Dia das Trabalhadoras e dos Trabalhadores.
A mobilização será realizada nesta quinta-feira, às 15h, com concentração no Espigão da Rui Barbosa, na Praia de Iracema, em Fortaleza. Segundo os dirigentes sindicais, o ato deste ano ocorre em um momento decisivo, marcado pela disputa em torno do fim da escala 6×1, pela redução da jornada sem redução salarial e pela necessidade de enfrentar um Congresso que, na avaliação das centrais, tem atuado contra direitos sociais.
Wil Pereira afirmou que a luta sindical sabe lidar com derrotas e reorganizar forças. Para ele, a rejeição ao nome de Jorge Messias no Senado deve ser compreendida dentro de uma disputa política mais ampla.
“Não adianta eleger o presidente Lula e eleger deputados e senadores comprometidos com outra agenda”, afirmou Wil.
O presidente da CUT-CE defendeu que a eleição de 2026 precisa recolocar o Congresso no centro do debate público. Segundo ele, a sociedade deve cobrar de parlamentares cearenses uma posição objetiva sobre as pautas do trabalho.
“Nós precisamos dizer aos quatro cantos do estado do Ceará quais são os senadores e deputados que estão contra esta pauta”, disse.
Luciano Simplício também avaliou que o momento deve servir como combustível para a mobilização. Para o presidente da CTB-CE, o movimento sindical tem histórico de resistência em períodos de crise política.
“O movimento social, principalmente o movimento sindical, sempre renasce mais forte”, declarou.
A principal bandeira do ato será o fim da escala 6×1, regime em que trabalhadores têm apenas um dia de folga após seis dias consecutivos de trabalho. Para Wil Pereira, a pauta dialoga diretamente com a realidade de mulheres, trabalhadores do comércio, da indústria, dos shoppings e de setores terceirizados.
“Muitas vezes, o trabalhador e a trabalhadora passam mais tempo no local de trabalho do que na própria casa”, afirmou.
Ele também rebateu o argumento empresarial de que a redução da jornada causaria prejuízos econômicos.
“É a mesma galera que disse, quando foi criado o 13º, que o país iria quebrar. É a mesma galera que disse, quando foi criada a CLT, que o Brasil iria quebrar”, criticou.
Luciano Simplício relacionou a escala 6×1 ao adoecimento da classe trabalhadora e, especialmente, das mulheres, que acumulam jornadas no emprego, em casa e no cuidado com filhos e familiares.
“Essa famigerada escala 6×1 afeta todo mundo, mas principalmente as mulheres”, disse.
O ato também levará às ruas a pauta do combate à violência contra as mulheres e ao feminicídio. Os dirigentes defenderam que o tema pertence ao debate do trabalho porque atinge diretamente a vida concreta das trabalhadoras, muitas vezes submetidas à sobrecarga, à dependência econômica e à ausência de proteção social.
Além da jornada, as centrais sindicais defendem tarifa zero, valorização do trabalho, justiça social, combate à pejotização, fortalecimento das negociações coletivas e regulamentação do trabalho por aplicativo.
Wil Pereira destacou que o ato foi construído por CUT, CTB, CSB, Intersindical, CSP-Conlutas, Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo e movimentos sociais. Segundo ele, ao menos 36 ônibus estão sendo mobilizados para levar participantes ao local.
“A Beira-Mar não pertence aos moradores que estão lá. A Beira-Mar pertence a Fortaleza”, afirmou.
Durante o programa, a Atitude Popular também reforçou a campanha Brasil Soberano, Congresso Amigo do Povo, proposta a movimentos sociais e entidades populares como uma frente nacional em defesa da soberania e da eleição de parlamentares comprometidos com direitos sociais.
Um manifesto da campanha está sendo redigido por intelectuais do Ceará que discutem formas de influir no processo eleitoral deste ano. A defesa do fim da escala 6×1 aparece como uma das pautas que aproximam a campanha das lutas concretas da classe trabalhadora.
Apoiadores podem conhecer e assinar o manifesto no site:
https://campanhabrasilsoberano.com.br/
Para Luciano Simplício, a disputa sobre a jornada não pode ser separada da crítica ao rentismo e à política econômica que penaliza trabalhadores.
“Não existe riqueza sem produção”, afirmou, ao criticar a taxa Selic elevada e o peso dos juros sobre o orçamento público.
Wil Pereira concluiu a entrevista reforçando que a mobilização precisa acontecer nas ruas e nas redes sociais.
“A população brasileira quer trabalhar, ela não quer ser escravizada”, disse.
O ato do 1º de Maio em Fortaleza terá concentração às 15h, no Espigão da Rui Barbosa, na Praia de Iracema.
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