Da Redação
Ministro sul-africano Gwede Mantashe vetou plano que concedia acesso privilegiado aos EUA a minerais estratégicos, insistindo em uma estratégia inclusiva e soberana.
Em uma movimentação firme por soberania, o ministro dos Recursos Minerais e Energia da África do Sul, Gwede Mantashe, refutou uma proposta de empresários, liderados pelo CEO da Sibanye Stillwater, que buscava posicionar o país como porta de entrada para os Estados Unidos acessarem os minerais críticos da África. O ministro criticou duramente o formato — criado sem qualquer consulta ao seu ministério ou ao conselho que representa as mineradoras locais — e rejeitou seu conteúdo, particularmente slogans como “make minerals great again”, considerados incompatíveis com a política sul-africana.
Mantashe afirmou que não aceita uma “estratégia de minerais para os Estados Unidos”, mas sim uma abordagem transversal, voltada ao benefício coletivo de empresas nacionais e internacionais. Os proponentes justificaram a iniciativa como forma de melhorar laços diplomáticos e econômicos com os EUA — mas o posicionamento de Mantashe destaca um conflito maior entre interesses corporativos internacionais e prioridades nacionais.
O episódio reflete tensões persistentes entre o governo e empresas do setor frente à formulação de políticas minerais, muitas vezes marcadas por falta de consulta e iniciativas fragmentadas. A virada ocorre no contexto de deterioração nas relações entre os países, com alertas sobre tentativas dos EUA de expandir sua presença na cadeia de suprimentos estratégicos.


