Da Redação
Esta quarta-feira (5) marca o encerramento do prazo para que partidos e federações realizem suas convenções nacionais e estaduais, oficializando candidatos e coligações para as eleições de 2026. A partir desse marco, o processo eleitoral avança para a etapa de registro das candidaturas, análise pela Justiça Eleitoral e início da propaganda.
Depois de definidas as chapas, partidos e candidatos têm até 15 de agosto para solicitar o registro junto à Justiça Eleitoral. Caberá ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e aos tribunais regionais analisar a documentação, verificar o cumprimento dos requisitos legais e julgar eventuais pedidos de impugnação.
A propaganda eleitoral em rádio e televisão começa em 21 de agosto. Antes disso, candidatos já podem intensificar atividades de campanha permitidas pela legislação, como agendas públicas, reuniões políticas, produção de material e mobilização de apoiadores, respeitando os limites impostos pelas regras eleitorais.
O encerramento das convenções também representa o fim de um período marcado por intensas negociações políticas. Em diversos estados, as definições ficaram para as últimas horas, envolvendo disputas por vagas ao Senado, composição de chapas majoritárias e formação de alianças entre partidos.
No Ceará, por exemplo, a reta final foi marcada pela indefinição sobre a segunda candidatura ao Senado na chapa do governador Elmano de Freitas, pela decisão da Justiça Eleitoral que confirmou a Federação União Progressista ao lado de Ciro Gomes e pelas negociações envolvendo uma possível entrada de Luizianne Lins na chapa governista.
Em âmbito nacional, as últimas convenções consolidaram as principais candidaturas à Presidência da República e definiram alianças que devem orientar a campanha pelos próximos meses. Também ficaram evidentes rearranjos políticos dentro da direita e do campo governista, além da formação de palanques estaduais que nem sempre reproduzem as alianças nacionais.
Com o encerramento das convenções, a disputa eleitoral entra em uma nova etapa. O foco deixa de ser a montagem das chapas e passa a ser a apresentação de programas de governo, a busca por apoio popular e a disputa por espaço na propaganda eleitoral, em um cenário que promete forte polarização e intensa mobilização política até o primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
Assista também:
Para compreender como a relação entre Luizianne Lins e o grupo político de Camilo Santana chegou ao atual impasse, assista à análise produzida pela Atitude Popular:
Atenção ao prazo para o voto em trânsito
Eleitores que estiverem fora do município onde votam no dia da eleição ainda podem solicitar o voto em trânsito. O prazo termina em 21 de agosto, e o pedido deve ser feito presencialmente em qualquer cartório eleitoral.
A modalidade permite votar em outra cidade no dia da eleição, desde que o município escolhido esteja habilitado para receber votos em trânsito e atenda aos requisitos definidos pela Justiça Eleitoral.
Quem solicitar o voto em trânsito poderá votar apenas para os cargos em disputa compatíveis com o local onde estiver. Caso o eleitor esteja em outro estado, por exemplo, o voto ficará restrito aos cargos de presidente e vice-presidente da República. Se estiver em um município diferente, mas no mesmo estado, poderá votar também para governador, senador, deputado federal, deputado estadual ou distrital.
A Justiça Eleitoral recomenda que os eleitores não deixem o pedido para os últimos dias, evitando filas e eventuais dificuldades no atendimento. Após o encerramento do prazo, não será mais possível alterar temporariamente o local de votação para o primeiro turno das eleições de 2026.






