Da Redação
Teerã anuncia que vetará o corredor de trânsito nos Cáucaso intermediado pelos EUA, considerado uma ameaça à sua segurança nacional, mesmo se Rússia não o apoiar — cenário que tensiona ainda mais a renegociação regional.
O Irã voltou a manifestar sua firme oposição ao chamado corredor TRIPP — um corredor de transporte terrestre que atravessa a província de Syunik, na Armênia, conectando o Azerbaijão à sua região isolada de Nakhchivan. O plano foi apresentado pelos Estados Unidos como parte de um acordo de paz entre Armênia e Azerbaijão, com os americanos garantindo direitos exclusivos de desenvolvimento por 99 anos.
Ali Akbar Velayati, conselheiro do líder supremo do Irã, rejeitou categoricamente a iniciativa, afirmando que o projeto ameaça a estabilidade regional e não será permitido, “com ou sem a Rússia”. Velayati alertou que o corredor pode tornar-se um “cemitério para os mercenários de Trump”, além de permitir uma presença estratégica da OTAN nas fronteiras iranianas.
A reação de Teerã reflete preocupação com o enfraquecimento de sua influência no Cáucaso. O corredor, apelidado de “Trump Route for International Peace and Prosperity”, promoveria nova logística de energia e comércio que marginalizaria rotas tradicionais conectando o país à Europa, reduzindo sua relevância geopolítica.
Enquanto isso, analistas destacam que o acordo expandiria significativamente a influência americana na região e aceleraria o declínio da Rússia como mediador regional. O novo traçado também debilitaria a capacidade iraniana de projetar poder estratégico ou manter rotas de enlace com o Mar Cáspio e Europa.