Da Redacao
Levantamento mostra presidente liderando todos os cenários testados para 2026 e reforça percepção de recuperação política do governo em meio à crise do bolsonarismo.
A nova pesquisa BTG/Nexus confirmou um movimento que começa a alterar profundamente o ambiente político de Brasília:
Lula voltou a ocupar posição de ampla vantagem na corrida presidencial de 2026.
O levantamento, realizado entre os dias 22 e 24 de maio com mais de dois mil entrevistados em todo o país, mostrou o presidente liderando todos os cenários testados tanto no primeiro quanto no segundo turno.
Mais do que números isolados, a pesquisa revela uma mudança importante no clima político nacional.
Depois de meses enfrentando desgaste econômico, pressão do Congresso, ataques da extrema-direita e tensões institucionais, Lula começa a reconstruir uma imagem associada:
à estabilidade,
à experiência,
ao crescimento econômico
e à normalidade democrática.
E talvez exista um detalhe particularmente importante:
o crescimento do presidente acontece justamente no momento em que o bolsonarismo atravessa uma de suas maiores crises desde 2022.
As investigações envolvendo Daniel Vorcaro, Banco Master, financiamento do filme Dark Horse e conexões financeiras ligadas ao entorno bolsonarista passaram a produzir forte desgaste político sobre Flávio Bolsonaro e parte importante da direita radical.
Isso começou a alterar a percepção pública.
Segundo a pesquisa, Lula aparece consolidado como principal força eleitoral do país e vence adversários tanto no primeiro quanto no segundo turno.
O dado mais estratégico talvez seja outro:
a rejeição ao bolsonarismo voltou a crescer em segmentos importantes do eleitorado.
A própria Nexus identificou que a polarização atual beneficia mais Lula do que o campo bolsonarista. O levantamento mostrou que o lulismo mantém forte núcleo consolidado e capacidade maior de expansão eleitoral.
Existe uma lógica política relativamente constante no Brasil:
quando emprego, renda e consumo começam a melhorar, Lula cresce.
E os indicadores econômicos mudaram nos últimos meses.
A economia brasileira voltou a apresentar:
crescimento do PIB,
expansão do emprego,
fortalecimento do consumo interno
e melhora gradual da percepção econômica da população.
Programas sociais,
crédito popular,
investimentos públicos
e retomada industrial ajudaram a reconstruir parte da conexão popular do governo.
Ao mesmo tempo, Lula voltou a ocupar enorme protagonismo internacional.
As articulações envolvendo:
BRICS,
China,
União Europeia,
transição energética,
soberania tecnológica
e multipolaridade recolocaram o Brasil no centro de debates estratégicos globais.
Isso também possui peso simbólico interno.
Depois dos anos de isolamento diplomático do governo Bolsonaro, parte significativa da população voltou a enxergar Lula como liderança capaz de recolocar o país numa posição internacional relevante.
Nos bastidores de Brasília, a pesquisa provocou impacto imediato.
Setores do centrão começaram a recalcular movimentos políticos diante da percepção crescente de fortalecimento do governo. Em Brasília, percepção de força eleitoral altera diretamente:
alianças,
negociações,
apoios
e comportamento parlamentar.
O dado mais sensível para a oposição talvez seja justamente esse:
Lula voltou a demonstrar capacidade real de recuperação política.
E isso preocupa fortemente setores da direita que apostavam num desgaste irreversível do governo após 2025.
Outro fator importante revelado pela pesquisa é o enfraquecimento relativo das alternativas fora da polarização.
Nomes como Joaquim Barbosa, Ronaldo Caiado e Romeu Zema continuam aparecendo com desempenho limitado nos cenários testados.
Isso reforça uma tendência já percebida por analistas:
a eleição de 2026 caminha novamente para forte polarização entre lulismo e bolsonarismo.
Mas agora com um detalhe novo:
o campo bolsonarista parece entrar na disputa mais fragilizado do que imaginava alguns meses atrás.
Enquanto isso, Lula volta lentamente a ocupar um espaço político histórico muito conhecido no imaginário brasileiro:
o da liderança capaz de transmitir estabilidade em períodos de turbulência.
E num mundo marcado por:
guerras,
crise econômica global,
tensão geopolítica,
inflação internacional
e radicalização política,
isso possui enorme peso eleitoral.
Talvez seja exatamente isso que a nova pesquisa BTG/Nexus comece a mostrar:
o lulismo pode ter atravessado momentos difíceis,
mas continua extremamente vivo como força popular, institucional e eleitoral no Brasil.












