Pré candidatos Paulo Assunção e Waldemir Catanho discutem conjuntura política, fortalecimento do campo progressista e os desafios para o Ceará e o Brasil durante programa da Atitude Popular e do Coletivo das Estatais e do Serviço Público do Ceará
O programa Eleições 2026 em Debate, realizado pela Atitude Popular em parceria com o Coletivo das Estatais e do Serviço Público do Ceará, recebeu os pré candidatos petistas Paulo Assunção, que disputa uma vaga na Câmara dos Deputados, e Waldemir Catanho, pré candidato à Assembleia Legislativa do Ceará. A edição, apresentada por Sousa Júnior, foi dedicada à análise da conjuntura política nacional, dos desafios eleitorais de 2026 e da necessidade de fortalecer a representação popular nos parlamentos.
Durante a conversa, os convidados defenderam a importância de ampliar a presença de representantes comprometidos com as pautas dos trabalhadores e com os governos do Presidente Lula, do governador Elmano e do prefeito Evandro Leitão. Ambos também avaliaram o cenário eleitoral cearense, comentaram a disputa pelo Senado e fizeram críticas à atuação da extrema direita e ao papel das plataformas digitais na circulação da desinformação.
“Precisamos de um Congresso amigo do povo”
Ao explicar por que colocou seu nome à disposição do Partido dos Trabalhadores, Paulo Assunção afirmou que a principal motivação é enfrentar o crescimento da extrema direita e ampliar a representação popular no Congresso Nacional.
“Nós precisamos ter um Congresso amigo do povo. Hoje temos um Congresso que, infelizmente, não é amigo dos trabalhadores.”
Como exemplo, citou a dificuldade enfrentada pelo governo federal para aprovar propostas como o fim da escala 6×1.
Segundo ele, a disputa eleitoral vai muito além da eleição de parlamentares e envolve projetos distintos de país.
“Nós precisamos disputar a sociedade com essa extrema direita e eleger representantes comprometidos com as pautas do povo trabalhador.”
Defesa da soberania nacional
Paulo Assunção também argumentou que o projeto defendido pelo campo progressista passa pelo fortalecimento da indústria nacional, da geração de empregos e da soberania brasileira.
Para ele, iniciativas como a expansão da indústria de energias renováveis e a instalação de novas fábricas no Ceará demonstram uma estratégia de desenvolvimento econômico articulada entre os governos federal e estadual.
“O nosso lado defende a soberania nacional. O outro projeto é entregar o Brasil aos interesses estrangeiros.”
O pré candidato também afirmou que o Brasil voltou a recuperar símbolos nacionais que haviam sido apropriados pelo bolsonarismo.
Catanho defende política voltada para redução das desigualdades
Waldemir Catanho afirmou que a política deve servir para enfrentar problemas concretos da população, como desigualdade social, pobreza e exclusão.
Segundo ele, a principal missão dos candidatos do campo progressista será convencer a população de que os adversários não apresentam propostas voltadas para a melhoria das condições de vida da maioria dos brasileiros.
“A política é um instrumento que a humanidade construiu para superar desigualdades, injustiças e violência.”
Para Catanho, parte da oposição busca deslocar o debate para temas de segurança pública e disputas morais, enquanto evita discutir renda, emprego, saúde e educação.
“Eles distraem a população enquanto defendem interesses que aumentam a concentração de renda.”
Chapa ideal para o Ceará
Os dois convidados manifestaram preferência pela formação de uma chapa majoritária composta pelo governador Elmano, pela deputada federal Luizianne Lins e pelo senador Cid Gomes.
Segundo Catanho, essa composição reúne amplo apoio entre lideranças políticas e teria força para mobilizar o eleitorado cearense.
“É uma chapa que empolga, anima a militância e fortalece todo o campo progressista.”
Paulo Assunção compartilhou da mesma avaliação e afirmou que a união das principais lideranças da base governista seria decisiva para enfrentar a oposição.
Críticas ao bolsonarismo
Durante o debate, Sousa Júnior questionou os convidados sobre declarações recentes de Ciro Gomes envolvendo apoiadores bolsonaristas.
Ao responder, Catanho afirmou que não considera compatível falar em “bolsonaristas do bem” quando parte das lideranças desse campo apoiou ataques à democracia e defendeu medidas antidemocráticas.
Segundo ele, dirigentes políticos que sustentam esse projeto representam interesses contrários aos direitos sociais.
Já Paulo Assunção diferenciou eleitores comuns de dirigentes políticos.
“O cidadão desinformado pode acreditar nesse discurso. Mas quem ocupa mandato e continua defendendo esse projeto sabe exatamente o que está fazendo.”
Congresso, direitos sociais e eleições de 2026
Os participantes também defenderam que a próxima legislatura será decisiva para a continuidade das políticas públicas implementadas pelo governo federal.
Na avaliação de Paulo Assunção, a eleição de parlamentares alinhados ao projeto liderado pelo Presidente Lula permitirá avançar em pautas como direitos trabalhistas, fortalecimento dos serviços públicos e desenvolvimento econômico.
Já Catanho afirmou que a disputa não envolve apenas nomes, mas diferentes concepções de Estado.
“Todo mundo tem direito à educação, saúde, cultura e lazer. Isso só existe com investimento público.”
Ao final da entrevista, ambos agradeceram o espaço oferecido pelo programa e destacaram a importância da comunicação popular para ampliar o debate político durante o processo eleitoral.
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