Da Redação
Durante encontro em Pequim, Putin e Xi Jinping selaram um memorando vinculante para construir a extensão Power of Siberia 2. O projeto transportará 50 bilhões de metros cúbicos de gás por ano via Mongólia, elevando a cota total a 56 bcm — e consolidando a parceria bilateral em meio à pressão ocidental.
Nesta semana, durante encontro em Pequim, o presidente russo Vladimir Putin e o chinês Xi Jinping assinaram um acordo formal para construção do gasoduto Power of Siberia 2, com capacidade para transportar até 50 bilhões de metros cúbicos de gás por ano. A nova rota, que atravessa a Mongólia, vem somar ao atual fornecimento, elevando o total para cerca de 56 bcm anuais, diante da crescente demanda da China.
Além disso, Moscou e Pequim concordaram em ampliar o fornecimento pelo gasoduto existente e pela rota do Extremo Oriente, consolidando o fornecedor russo como pilar da segurança energética chinesa. O acordo representa um realinhamento estratégico: a China diversifica suas fontes de energia, enquanto a Rússia garante um mercado estável diante da queda das exportações europeias após sanções.
Ainda restam pendências cruciais: preços, cronograma e investimentos seguem indefinidos. Ainda assim, o memorando reforça o caráter simbólico e político dessa cooperação, com forte impacto geopolítico — incluindo potenciais efeitos sobre os mercados globais de gás.


