Reeleição de Lula altera expectativas de Washington sobre o acesso às reservas brasileiras de minerais estratégicos. Governo prepara regras para estimular processamento, refino e fabricação no território nacional, enquanto Estados Unidos e China disputam cadeias industriais essenciais à inteligência artificial, à transição energética e à defesa. Com uma das maiores reservas do planeta, mas capacidade industrial ainda limitada, o Brasil enfrenta o desafio de transformar potencial mineral em produção tecnológica.
Da Redação
A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva modificou as expectativas dos Estados Unidos sobre a velocidade de acesso às reservas brasileiras de terras raras, minerais utilizados na fabricação de equipamentos eletrônicos, veículos elétricos, turbinas eólicas e sistemas militares avançados. Segundo investigação publicada pela agência Reuters nesta quinta-feira, 5 de novembro, integrantes da administração Donald Trump esperavam avançar rapidamente em negociações com o Brasil, mas a continuidade do governo Lula significa que Washington terá de considerar uma política mineral voltada à expansão das atividades de processamento, refino e fabricação no território nacional.
O episódio insere o Brasil em uma das principais disputas industriais e geopolíticas da atualidade: a competição pelo acesso a matérias-primas fundamentais para tecnologias avançadas. Estados Unidos e China procuram assegurar fornecimento de minerais estratégicos, enquanto países detentores de reservas examinam como participar das cadeias industriais que transformam esses recursos em componentes de elevado valor econômico.
O Brasil possui a segunda maior reserva estimada de terras raras do planeta, atrás apenas da China, segundo os levantamentos internacionais citados pela Reuters. Entretanto, a dimensão de suas reservas contrasta com a capacidade ainda limitada de extrair, separar, refinar e transformar comercialmente esses elementos em produtos industriais.
Essa diferença é fundamental para compreender a disputa. Possuir recursos minerais não significa controlar as tecnologias necessárias para utilizá-los. Entre a identificação de um depósito e a fabricação de um componente eletrônico existem etapas complexas de pesquisa geológica, mineração, processamento químico, separação, produção de metais e fabricação de materiais industriais.
As terras raras correspondem a um conjunto de 17 elementos químicos, incluindo os lantanídeos, o escândio e o ítrio. Apesar da denominação, alguns desses elementos não são particularmente escassos na crosta terrestre. As dificuldades econômicas e tecnológicas decorrem principalmente da concentração dos depósitos exploráveis, das características químicas dos minerais e dos processos necessários para separá-los com elevados níveis de pureza.
Elementos como neodímio e praseodímio são utilizados na fabricação de ímãs permanentes de alto desempenho. Outros, como disprósio e térbio, podem contribuir para a resistência desses materiais a temperaturas elevadas. Essas aplicações são relevantes para motores elétricos, geradores, equipamentos industriais e determinadas tecnologias de defesa.
A cadeia produtiva envolve, portanto, atividades que ultrapassam a extração mineral. Empresas capazes de transformar óxidos em metais, ligas e componentes finais ocupam posições diferentes daquelas especializadas exclusivamente na mineração. Cada etapa exige instalações, conhecimentos técnicos, trabalhadores especializados e investimentos próprios.
A China construiu ao longo de décadas uma posição dominante em diversas dessas atividades, especialmente na separação e no refino. Sua presença industrial também alcança a fabricação de ímãs permanentes e outros componentes utilizados por empresas internacionais.
O crescimento dessa estrutura esteve relacionado a investimentos produtivos, desenvolvimento tecnológico e políticas industriais continuadas. Atualmente, a concentração de determinadas capacidades na China constitui uma preocupação para outros governos que procuram reduzir a vulnerabilidade de suas cadeias de abastecimento.
Os Estados Unidos desenvolvem iniciativas destinadas a ampliar sua própria capacidade de produção e assegurar fornecedores alternativos. O acesso às reservas brasileiras aparece nesse contexto como uma possibilidade de diversificação do suprimento de matérias-primas.
Segundo a Reuters, integrantes do governo americano haviam manifestado interesse em obter acesso preferencial aos recursos brasileiros. A expectativa estava associada à possibilidade de ampliar investimentos e estabelecer acordos estratégicos relacionados à exploração mineral.
A administração Trump também procura fortalecer relações com países que possuem depósitos relevantes de minerais críticos. Essa orientação envolve interesses industriais, comerciais e de segurança nacional, especialmente diante da utilização desses materiais em sistemas militares e tecnologias de elevado conteúdo eletrônico.
No Brasil, a disputa ganhou dimensão política durante a eleição presidencial de 2026. Flávio Bolsonaro, adversário de Lula, havia anunciado disposição para estabelecer uma parceria de longo prazo com Washington envolvendo a exploração de terras raras.
Depois de uma reunião com Donald Trump em maio, Flávio manifestou interesse em aprofundar a cooperação bilateral nesse setor. Analistas ouvidos pela Reuters consideravam que uma eventual mudança de governo poderia modificar as regras previstas para a exploração e industrialização dos minerais.
Essa avaliação representava uma projeção sobre possíveis decisões futuras, não um acordo já executado. A extensão de qualquer parceria dependeria de negociações, autorizações administrativas, investimentos e legislação aplicável.
Com a continuidade do governo Lula, os interlocutores americanos encontram uma estrutura institucional que pretende associar novos projetos de exploração mineral à ampliação da capacidade industrial brasileira.
O instrumento central dessa orientação é o Conselho Nacional para a Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, conhecido como CIMCE. O colegiado foi criado pela Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, sancionada pelo presidente em setembro de 2026.
A legislação estabelece mecanismos de coordenação governamental destinados a examinar projetos, organizar incentivos e acompanhar decisões relacionadas a recursos considerados importantes para a economia e a segurança nacional.
Na primeira reunião do conselho, realizada nesta quinta-feira, foram identificados 27 minerais e grupos minerais estratégicos. As terras raras receberam classificação de alta prioridade, refletindo sua importância para diferentes segmentos tecnológicos.
Marco Lage, integrante do CIMCE, declarou à Reuters que o objetivo é aumentar a participação brasileira nas etapas produtivas que agregam valor aos minerais. Sua avaliação enfatiza o processamento, a fabricação, a produção de conhecimento científico e o desenvolvimento tecnológico.
A orientação apresentada pelo conselho parte da distinção entre exportar minério e desenvolver uma cadeia industrial mais ampla. A venda de matérias-primas pode gerar receitas, empregos e investimentos, mas outras etapas da produção também envolvem conhecimentos técnicos especializados, instalações industriais e atividades de pesquisa.
O governo pretende estabelecer instrumentos que incentivem investidores a desenvolver parte dessas atividades no território brasileiro. Entre as possibilidades estão mecanismos de redução de riscos, seleção de projetos prioritários, incentivos econômicos e condições relacionadas à pesquisa e à transferência de tecnologia.
As regras detalhadas ainda não foram publicadas. Segundo representantes do CIMCE, a previsão é concluir a regulamentação nos primeiros meses de 2027.
Esse cronograma significa que ainda não existe uma definição completa sobre o alcance das exigências aplicáveis a novos projetos. O grau de obrigatoriedade do processamento local, os incentivos disponíveis e as condições para participação de empresas estrangeiras dependerão da regulamentação e dos instrumentos específicos adotados.
A discussão também não representa uma decisão de excluir investidores internacionais. Eracy Lafuente, integrante do conselho e chefe de gabinete do governo da Bahia, afirmou à Reuters que empresas americanas continuarão sendo consideradas potenciais participantes do setor.
Segundo ele, a política brasileira pretende estimular investimentos em processamento e refino, mantendo possibilidades de cooperação com companhias de diferentes países.
A Casa Branca também procurou destacar interesses econômicos compartilhados. Em manifestação à agência internacional, o porta-voz Matthew Middleton afirmou que Washington busca oportunidades de cooperação capazes de diversificar as cadeias de fornecimento de minerais estratégicos.
Essas declarações demonstram que, apesar das diferenças de orientação identificadas na reportagem, os governos não anunciaram uma ruptura nas negociações. A possibilidade de acordos permanece condicionada às condições comerciais e regulatórias que serão estabelecidas.
A participação chinesa acrescenta outra dimensão à estratégia. Empresas e instituições da China possuem experiência acumulada nas tecnologias de processamento e fabricação relacionadas às terras raras.
Para o Brasil, a cooperação internacional pode envolver diferentes fornecedores de equipamentos, serviços de engenharia, conhecimentos industriais e fontes de financiamento. A escolha de parceiros dependerá dos termos dos projetos, das tecnologias disponíveis e das condições estabelecidas pelas autoridades brasileiras.
A concorrência entre Estados Unidos e China também influencia as avaliações empresariais sobre investimentos. Projetos de mineração e processamento exigem desembolsos elevados, prazos prolongados e previsibilidade regulatória, enquanto os preços internacionais dos minerais podem sofrer oscilações significativas.
Por isso, representantes do setor privado defendem regras claras sobre licenciamento, incentivos e obrigações industriais. A advogada Gabriela Salazar, do escritório Azevedo Sette, afirmou à Reuters que empresas interessadas no mercado brasileiro aguardam maior definição normativa antes de concluir determinadas decisões.
A posição empresarial evidencia a importância dos instrumentos que serão apresentados pelo CIMCE. A instalação de uma unidade de processamento depende de avaliação econômica, disponibilidade energética, tecnologia e perspectivas de demanda.
O Brasil ainda enfrenta limitações concretas nessa cadeia.
Atualmente, a operação comercial de terras raras em funcionamento no país está concentrada na mina Serra Verde, em Goiás. O empreendimento desenvolve a produção de minerais associados a depósitos de argilas iônicas e integra um setor que procura ampliar escala e capacidades técnicas.
Segundo a Reuters, a operação foi adquirida pela empresa americana USA Rare Earth em setembro de 2026 e não deverá alcançar sua capacidade plena antes do final de 2027.
O caso demonstra a complexidade da implantação de projetos minerais, mesmo quando existem reservas identificadas e investidores dispostos a aportar recursos. A realização de operações comerciais depende da integração entre mineração, processamento, instalações industriais e logística.
Outro exemplo é a Aclara Resources, companhia que desenvolve um projeto em Goiás e trabalha em tecnologias de separação nos Estados Unidos.
Seu presidente-executivo, Ramon Barua, afirmou à Reuters que o Brasil ainda precisa adquirir conhecimentos técnicos fundamentais para realizar determinadas etapas industriais. Segundo o executivo, a instalação de processos de separação em território brasileiro depende da obtenção de tecnologia e do desenvolvimento das capacidades necessárias.
A declaração permite distinguir intenção política e capacidade produtiva efetivamente instalada. O estabelecimento de metas de industrialização não significa que todas as tecnologias necessárias estejam imediatamente disponíveis.
Projetos de separação exigem conhecimentos de química industrial, engenharia de processos, controle ambiental e produção de materiais de alta pureza. A aquisição dessas capacidades pode ocorrer por pesquisa nacional, contratação de fornecedores, licenciamento tecnológico e cooperação internacional.
Universidades, institutos de pesquisa e empresas especializadas poderão participar dessas atividades. A formação de profissionais também constitui uma necessidade associada à expansão industrial.
O Brasil possui instituições científicas com experiência em geologia, metalurgia, química e engenharia de materiais. A ampliação das atividades relacionadas às terras raras pode envolver laboratórios, projetos de pesquisa aplicada e parcerias voltadas à transformação de conhecimentos científicos em processos industriais.
A infraestrutura energética também é importante. Instalações de mineração, separação e refino utilizam eletricidade, água, reagentes químicos e sistemas de tratamento de resíduos. A disponibilidade desses insumos influencia os custos de produção e as condições ambientais dos empreendimentos.
A extração de terras raras apresenta desafios específicos de controle ambiental. Determinados depósitos podem conter materiais radioativos naturais associados aos minerais explorados, enquanto diferentes processos químicos produzem resíduos que exigem tratamento e disposição adequados.
Esses fatores tornam necessários estudos de impacto, fiscalização e sistemas de monitoramento compatíveis com as características de cada projeto.
A dimensão ambiental deve ser examinada juntamente com os benefícios industriais pretendidos. O crescimento de uma cadeia produtiva de minerais utilizados em tecnologias de baixo carbono não elimina os impactos associados à sua extração e transformação.
Também existe uma questão relacionada à propriedade e ao controle das operações. Empresas estrangeiras podem participar legalmente de projetos minerais brasileiros, conforme a legislação aplicável. A origem do capital, entretanto, não determina sozinha onde serão realizadas as etapas de processamento nem como serão distribuídos os resultados econômicos.
Uma companhia pode instalar unidades industriais no Brasil e adquirir equipamentos estrangeiros. Também pode extrair minerais em território nacional e encaminhá-los para processamento no exterior. Os efeitos sobre emprego, tecnologia e arrecadação variam conforme a estrutura de cada empreendimento.
Por isso, a regulamentação anunciada pelo governo pretende estabelecer critérios para projetos considerados estratégicos, incluindo aspectos de industrialização e investimento.
O CIMCE também deverá examinar determinadas mudanças de controle societário e acordos relacionados a ativos minerais. A abrangência dessas atribuições dependerá das normas aplicáveis e de sua execução administrativa.
A análise de operações societárias possui importância em setores que envolvem recursos considerados estratégicos. Aquisições empresariais podem modificar decisões de investimento, contratos de fornecimento e a localização das atividades industriais.
Ao mesmo tempo, mecanismos de controle precisam observar regras jurídicas claras, previsibilidade e os direitos dos agentes econômicos. O equilíbrio entre fiscalização e segurança contratual será uma questão presente na aplicação das novas normas.
A disputa internacional por terras raras também se relaciona à expansão da inteligência artificial e da infraestrutura digital, temas que Lula anunciou como prioridades do quarto mandato.
Embora sistemas de inteligência artificial dependam principalmente de semicondutores avançados, energia, computadores e software, diversas tecnologias eletrônicas e industriais associadas à economia digital utilizam materiais estratégicos, incluindo elementos de terras raras em componentes específicos.
A formação de uma cadeia mineral e industrial envolve, portanto, diferentes áreas de política pública. Mineração, pesquisa, educação, energia e desenvolvimento tecnológico possuem necessidades próprias e relações econômicas que podem ser articuladas por projetos específicos.
O anúncio presidencial de prioridade à inteligência artificial e à economia digital não estabelece automaticamente uma conexão industrial completa com as reservas minerais brasileiras. Essa integração dependerá da existência de projetos, investimentos e capacidades efetivas de fabricação.
A experiência internacional demonstra que a transformação de recursos naturais em componentes tecnológicos envolve etapas industriais especializadas. A presença de reservas pode facilitar o abastecimento de matérias-primas, mas a produção de equipamentos finais exige outras cadeias de fornecedores, instalações e conhecimentos.
No caso das terras raras, a fabricação de ímãs permanentes constitui uma dessas etapas. Os materiais são utilizados em diferentes aplicações que exigem elevada eficiência energética e desempenho eletromagnético.
A instalação de unidades capazes de fabricar esses componentes poderia envolver tecnologias adicionais às necessárias para produzir óxidos de terras raras. A sequência produtiva pode incluir separação, obtenção de metais, produção de ligas e fabricação de materiais magnéticos.
Os investimentos necessários variam conforme o produto e a escala pretendida. Também dependem da existência de compradores industriais e contratos de fornecimento que ofereçam previsibilidade.
A regulamentação prevista para 2027 será importante para esclarecer quais etapas o governo pretende estimular e quais mecanismos serão utilizados para isso.
A participação do BNDES, da Finep e de instituições científicas poderá contribuir para estruturar projetos de pesquisa e financiamento, mas a reportagem da Reuters não apresenta um pacote novo e definitivo de recursos para todas essas atividades.
A ausência de valores adicionais anunciados exige cautela na avaliação dos próximos passos. A aprovação de uma política nacional cria instrumentos de coordenação, mas sua implementação dependerá de orçamento, decisões administrativas e projetos concretos.
A questão geopolítica permanecerá presente durante esse processo.
Os Estados Unidos procuram diversificar cadeias de fornecimento atualmente concentradas na China. A administração Trump considera minerais críticos relevantes para a produção industrial e para setores ligados à defesa.
A China, por sua vez, participa de diferentes etapas do comércio internacional de minerais e mantém capacidades de processamento que influenciam fabricantes de diversos países.
O Brasil dispõe de reservas significativas e procura ampliar sua capacidade produtiva em um ambiente no qual as duas economias possuem interesses comerciais e tecnológicos distintos.
A definição de acordos bilaterais poderá envolver investimento direto, transferência de tecnologia, fornecimento de equipamentos e compromissos de compra de produtos minerais ou industriais.
Nenhuma dessas modalidades elimina automaticamente a participação de outros parceiros. O país poderá manter relações com diferentes empresas e governos, conforme as condições estabelecidas em cada negociação.
O resultado da eleição de outubro tornou públicas diferenças nas orientações apresentadas pelos dois candidatos presidenciais sobre o tema. Flávio Bolsonaro havia anunciado interesse em uma parceria estratégica com Washington; Lula manteve uma política institucional voltada à criação de instrumentos nacionais de coordenação e industrialização.
O alcance dessas diferenças será observado nas medidas adotadas pelo governo, nos contratos celebrados e na capacidade de executar os projetos.
Para o setor mineral brasileiro, a definição das regras nos primeiros meses de 2027 será uma etapa concreta. Investidores aguardam detalhes sobre incentivos, critérios de aprovação e obrigações relacionadas à produção local.
Para instituições científicas e empresas industriais, o desenvolvimento das tecnologias de separação e processamento continuará sendo uma condição essencial para ampliar a participação brasileira nas cadeias globais.
A trajetória do setor dependerá igualmente da evolução dos preços internacionais, do custo de financiamento e da demanda por produtos que utilizam terras raras.
O debate exige observar que reservas minerais representam potencial econômico, mas não receitas garantidas ou capacidade tecnológica instalada. O desenvolvimento das operações depende da qualidade dos depósitos, da viabilidade de extração, do investimento e da existência de processos industriais competitivos.
A reportagem da Reuters mostra que o Brasil chega a essa disputa com uma combinação de recursos geológicos expressivos, novas instituições de política industrial e limitações tecnológicas ainda relevantes.
A reeleição de Lula alterou as expectativas de Washington sobre a velocidade de acesso às terras raras brasileiras, mas não encerrou as possibilidades de cooperação mineral entre os dois países. O governo prepara regras destinadas a estimular processamento, refino, pesquisa e fabricação no território nacional, enquanto empresas americanas, chinesas e de outras origens continuam sendo consideradas potenciais investidoras. A principal questão para 2027 será a passagem da formulação institucional à execução dos projetos. Com uma das maiores reservas mundiais e apenas uma operação comercial em funcionamento, o Brasil precisará ampliar conhecimentos industriais, infraestrutura e capacidade de processamento para transformar seu potencial geológico em participação efetiva nas cadeias tecnológicas internacionais.
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