Da Redação
Áudios atribuídos ao ex-diretor da Agência Nacional de Deficiência indicam pagamentos de propina à secretária-geral da Presidência, Karina Milei, gerando grande crise política às vésperas das eleições legislativas.
No dia 28 de agosto de 2025, a imprensa argentina divulgou áudios que colocam em xeque o governo de Javier Milei, por meio de acusações de corrupção envolvendo sua irmã, Karina Milei, que ocupa o cargo de secretária-geral da Presidência da Argentina.
Nos arquivos de áudio atribuídos a Diego Spagnuolo — ex-diretor da Agência Nacional de Deficiência (Andis) e advogado pessoal do presidente — a suposta voz afirma que Karina recebia propina em contratos de fornecimento de medicamentos para pessoas com deficiência. Segundo Spagnuolo, os valores chegavam a US$ 500 mil a US$ 800 mil por mês, com uma porcentagem estimada em 3% para ela e favorecendo também o subsecretário Eduardo “Lule” Menem.
Em resposta às revelações, a justiça determinou ações como busca e apreensão em propriedades privadas, inclusive do ex-diretor da Andis, e bloqueios de bens. Foram apreendidos dinheiro em espécie, celulares e documentos importantes, alimentando a investigação criminal.
Karina Milei e Lule Menem negaram envolvimento no esquema, e o presidente Javier Milei manifestou apoio à irmã, classificando as acusações como “mentiras” e prometendo medidas legais contra o denunciante. O escândalo impacta diretamente o discurso anticorrupção da gestão, e analistas apontam que ele pode afetar negativamente a base de apoio de Milei nas próximas eleições legislativas.