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Bolsonaro tem broncopneumonia bacteriana e é internado na UTI em Brasília

Da Redação

Boletim médico divulgado nesta sexta-feira informa que Jair Bolsonaro foi levado da prisão para o hospital DF Star após apresentar febre alta, calafrios e queda na oxigenação do sangue. Exames confirmaram broncopneumonia bacteriana bilateral e o ex-presidente permanece internado na UTI recebendo antibióticos e suporte clínico.

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado nesta sexta-feira, 13 de março de 2026, na unidade de terapia intensiva do hospital DF Star, em Brasília, após ser diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral. O quadro foi confirmado por exames laboratoriais e de imagem realizados após sua transferência emergencial do Complexo Penitenciário da Papuda, onde cumpre pena de mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados à ruptura institucional de 2022.

De acordo com o boletim médico divulgado pela equipe do hospital, Bolsonaro chegou à unidade hospitalar depois de apresentar sintomas agudos durante a madrugada e a manhã desta sexta-feira. Entre os sinais clínicos registrados estavam febre alta, calafrios intensos, sudorese, vômitos e queda significativa na saturação de oxigênio no sangue, o que levou à decisão de transferência imediata para atendimento especializado. Após a realização de exames, os médicos confirmaram o diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa.

Atualmente, o ex-presidente está sob tratamento intensivo com antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo, segundo o comunicado médico. A equipe que acompanha o caso informou que, neste momento, a estratégia terapêutica consiste em combater a infecção bacteriana e estabilizar os parâmetros respiratórios do paciente. Não há previsão oficial de alta hospitalar.

A broncopneumonia é uma infecção pulmonar que afeta os bronquíolos e os alvéolos dos pulmões. Em pessoas idosas, a doença pode evoluir rapidamente e nem sempre apresenta sintomas clássicos no início, o que aumenta os riscos de agravamento caso o tratamento não seja iniciado rapidamente. Especialistas alertam que o quadro pode provocar dificuldades respiratórias importantes e exigir monitoramento contínuo em ambiente hospitalar, especialmente em pacientes com histórico clínico complexo.

No caso de Bolsonaro, o histórico de saúde também é considerado um fator relevante no acompanhamento médico. Desde o atentado a faca sofrido durante a campanha presidencial de 2018, o ex-presidente passou por diversas cirurgias e internações relacionadas a complicações intestinais e outros problemas clínicos decorrentes do ferimento. Ao longo dos anos seguintes, ele foi hospitalizado diversas vezes por crises abdominais, infecções e episódios de mal-estar.

Segundo relatos divulgados por familiares e pela defesa, Bolsonaro acordou na prisão apresentando calafrios e episódios de vômito, o que levou ao acionamento do atendimento médico e ao transporte por ambulância para o hospital em Brasília. O filho do ex-presidente, o senador Flávio Bolsonaro, afirmou nas redes sociais que o pai também apresentou queda na oxigenação sanguínea antes de ser levado ao hospital.

O hospital DF Star confirmou que Bolsonaro permanece internado na UTI sob acompanhamento de uma equipe multidisciplinar. O cardiologista Brasil Caiado, o coordenador da UTI Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior e o diretor do hospital Allisson B. Barcelos Borges assinam o boletim médico que detalha o estado clínico do ex-presidente.

A internação ocorre em um momento politicamente sensível no país. Bolsonaro está preso desde janeiro de 2026 no Complexo da Papuda após condenação por liderar uma conspiração golpista relacionada aos acontecimentos posteriores às eleições de 2022. A defesa do ex-presidente já havia solicitado diversas vezes a conversão da pena em prisão domiciliar alegando questões de saúde, mas os pedidos foram rejeitados pela Justiça brasileira.

Com a internação na UTI, o estado de saúde do ex-presidente passa agora a ser acompanhado de perto tanto por autoridades médicas quanto por autoridades judiciais responsáveis pela execução da pena. Embora a broncopneumonia seja uma condição tratável quando diagnosticada precocemente, o quadro exige vigilância constante, sobretudo em pacientes idosos e com histórico clínico complexo.

Até o momento, não houve divulgação de novos boletins médicos indicando evolução ou agravamento do quadro clínico. A expectativa é de que novas avaliações e exames sejam realizados nos próximos dias para monitorar a resposta ao tratamento antibiótico e a recuperação da função respiratória.