Da Redação
A ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) reuniu nesta segunda (8/9) seus colegas indicados por partidos da base aliada para reforçar pautas essenciais — como isenção do IR até R$ 5 mil, Gás do Povo e PEC da Segurança — e assegurar apoio à agenda do governo em meio à pressão política
Nesta segunda-feira, 8 de setembro de 2025, a ministra Gleisi Hoffmann conduziu uma reunião com ministros indicados por partidos aliados — especialmente do Centrão — no Palácio do Planalto. O encontro teve como foco central alinhar e fortalecer pautas legislativas prioritárias do governo, enquanto se articula para barrar a tramitação de propostas de anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro.
A reunião integrou estratégias para assegurar o avanço dos seguintes pontos:
- Isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, tema identificado como prioridade concreta e madura;
- Medidas Provisórias para redução da conta de luz e o programa popularmente conhecido como “Gás do Povo”;
- PEC da Segurança Pública, considerada urgente diante da escalada da violência.
Gleisi destacou que “todos concordamos em fortalecer essas pautas”, mencionando que a sintonia é com o que vinham afirmando os presidentes da Câmara e do Senado. Após a reunião, o presidente da Câmara, Hugo Motta, ressaltou em redes sociais que o compromisso da Casa é pautar o projeto de isenção do IR, reforçando a convergência institucional.
Durante o encontro, a ministra reforçou a necessidade de que os ministros do Centrão — como os titulares das pastas do Turismo, Esporte, Mineração, Cidades, Transportes, Energia, entre outras — atuem como articuladores efetivos nas bancadas de seus partidos, especialmente em um momento de fragilidade política face à ofensiva da oposição.
A articulação também teve um componente de ameaça velada: Gleisi deixou claro que quem não se engajar nesse esforço de barrar a anistia corre o risco de perder influência ou espaço no governo — um aviso direcionado àqueles cotados para possível desembarque político.
Essa ofensiva institucional ocorre no contexto mais amplo do combate à oitiva da anistia, considerada pelo governo como um retrocesso que ameaça as bases do Estado Democrático de Direito.


