Da Redação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou que forças americanas tenham bombardeado uma escola no Irã durante os ataques recentes. A declaração ocorre após investigações de veículos internacionais apontarem que um bombardeio ligado à ofensiva contra Teerã pode ter atingido uma escola e causado dezenas de mortes.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou que forças americanas tenham sido responsáveis por um ataque que atingiu uma escola na cidade iraniana de Minab, no sul do país, durante os bombardeios realizados na guerra em curso entre Washington, Israel e Teerã. O episódio, que provocou grande repercussão internacional, teria deixado 175 mortos, entre estudantes e professores.
Segundo Trump, a explosão que destruiu o prédio escolar teria sido causada por um míssil iraniano que falhou ou atingiu o alvo de forma acidental. O presidente afirmou que, com base nas informações disponíveis para ele, o ataque teria sido provocado pelas próprias forças iranianas e não pelas operações conduzidas pelos Estados Unidos.
A declaração contrasta com investigações realizadas por veículos internacionais e analistas independentes que examinaram imagens de satélite, registros de explosões e evidências visuais coletadas no local. De acordo com essas análises preliminares, há indícios de que o bombardeio possa ter ocorrido durante uma ofensiva americana contra instalações ligadas à Guarda Revolucionária Islâmica nas proximidades da cidade.
Autoridades militares dos Estados Unidos afirmaram que o caso ainda está sob investigação interna, evitando confirmar ou negar definitivamente a origem do ataque. O secretário de Defesa americano declarou que os militares estão analisando todos os dados disponíveis para determinar exatamente o que ocorreu durante a operação na região.
O ataque à escola tornou-se um dos episódios mais controversos desde o início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, iniciada em 28 de fevereiro de 2026 após uma ofensiva aérea coordenada contra alvos militares e nucleares iranianos. Desde então, o conflito se expandiu rapidamente, envolvendo ataques de mísseis e drones em vários países do Golfo e bases militares americanas na região.
A destruição da escola em Minab foi considerada por organizações internacionais um dos eventos mais graves do conflito até agora. A Organização das Nações Unidas classificou o episódio como um ataque grave contra civis e destacou que instituições educacionais e crianças devem ser protegidas em qualquer cenário de guerra.
O caso também intensificou a disputa narrativa entre Washington e Teerã. Enquanto o governo iraniano acusa diretamente os Estados Unidos de terem bombardeado o local, autoridades americanas sugerem que a tragédia pode ter sido causada por falhas técnicas ou por armamentos lançados pelas próprias forças iranianas.
Esse tipo de disputa sobre a autoria de ataques não é incomum em guerras modernas, especialmente em cenários de bombardeios intensos e operações aéreas simultâneas. Em conflitos recentes, a identificação precisa da origem de um ataque muitas vezes depende de investigações técnicas complexas, que incluem análise de fragmentos de munição, registros de radar e imagens de satélite.
Enquanto as investigações continuam, o episódio aumenta a pressão internacional por esclarecimentos sobre a condução das operações militares na região. Em meio à escalada do conflito e às denúncias de vítimas civis, cresce o debate sobre os limites da guerra aérea e os riscos humanitários associados a campanhas militares de grande escala.


