Júnior Mano, que era cotado para concorrer ao cargo, será o primeiro suplente do ex-governador na chapa governista
Da Redação
O senador Cid Gomes (PSB) disputará a reeleição em 2026. O deputado federal Júnior Mano (PSB), que era apontado como o nome do partido para a disputa, será o primeiro suplente. A definição ocorreu nesta terça-feira (14), durante reunião da cúpula governista cearense com o Presidente Lula, no Palácio da Alvorada, em Brasília.
O anúncio foi feito pelo governador Elmano de Freitas, que afirmou que Cid aceitou disputar um novo mandato a pedido de Lula. Também participaram da reunião o senador Camilo Santana, o ministro José Guimarães, o prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão, e o ex-secretário estadual Chagas Vieira.
“A pedido do presidente, ficou definido que o senador Cid Gomes concorrerá à reeleição. O deputado Júnior Mano estará na sua primeira suplência”, escreveu Elmano nas redes sociais.
A decisão encerra uma das principais indefinições da chapa governista. Desde o início do ano, Cid afirmava que não pretendia disputar um novo mandato e defendia a candidatura de Júnior Mano ao Senado. Nos últimos meses, porém, aliados intensificaram a pressão para que o ex-governador permanecesse na disputa. A avaliação do grupo é que Cid reúne maior densidade eleitoral e fortalece a chapa diante da reorganização da oposição.
Júnior Mano fica com a suplência
Com o novo acordo, Júnior Mano deixa a condição de pré-candidato ao Senado e passa a ocupar a primeira suplência de Cid. A composição preserva o espaço do deputado na chapa e evita disputas internas no PSB.
Chapa ainda está incompleta
A definição de Cid não encerra as negociações da base aliada. Permanecem em aberto a segunda vaga ao Senado e a candidatura a vice-governador.
Com PT e PSB já contemplados, MDB e PSD reivindicam espaço na composição. O presidente estadual do MDB, Eunício Oliveira, continua cotado para disputar o Senado, enquanto Domingos Filho, presidente estadual do PSD, aparece entre os principais nomes para a vice.
A deputada federal Luizianne Lins, atualmente na Rede, também segue sendo lembrada para a segunda vaga ao Senado.
A montagem da chapa dependerá do equilíbrio entre os partidos da base e da estratégia para enfrentar a oposição nas eleições de 2026. A permanência de Cid reduz uma das principais incertezas do grupo governista e evidencia a participação direta do Presidente Lula na definição da aliança no Ceará.




