País reduz insegurança alimentar grave para menos de 2,5% da população e volta a sair da lista mundial da fome
Da Redação
O Brasil voltou a deixar o Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas (ONU). O anúncio foi feito nesta terça-feira (22) durante a divulgação do relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo (SOFI 2025), apresentado na 2ª Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU, realizada em Adis Abeba, na Etiópia.
O resultado indica que menos de 2,5% da população brasileira enfrentou subalimentação no período analisado, entre 2022 e 2024. Esse é o indicador utilizado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) para definir os países que integram o Mapa da Fome.
É a segunda vez que o Brasil deixa a lista durante governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A primeira ocorreu em 2014, após uma década de expansão de políticas públicas voltadas ao combate à pobreza e à insegurança alimentar.
Reversão após retorno da fome
O país havia retornado ao Mapa da Fome no triênio 2018-2020. Segundo organismos internacionais, a piora foi agravada pelos efeitos da pandemia de Covid-19, da crise econômica e da redução de políticas de segurança alimentar.
Desde o início do terceiro mandato de Lula, o governo federal retomou programas sociais e ampliou ações de combate à pobreza. Entre as iniciativas estão a recriação do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), o fortalecimento do Bolsa Família, a valorização do salário mínimo, a ampliação da alimentação escolar e o incentivo à agricultura familiar.
De acordo com o governo federal, essas políticas contribuíram para retirar milhões de brasileiros da situação de insegurança alimentar grave.
Reconhecimento internacional
O anúncio foi celebrado pelo governo brasileiro como um marco da reconstrução das políticas sociais. Em nota, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social afirmou que o resultado demonstra a eficácia das medidas voltadas à redução da pobreza, ao aumento da renda e à garantia do direito à alimentação.
A saída do Mapa da Fome também reforça a posição do Brasil nos debates internacionais sobre segurança alimentar, tema que ocupa papel central na presidência brasileira do G20 e nas discussões globais sobre combate à desigualdade e desenvolvimento sustentável.
Embora o país tenha deixado a lista da fome extrema, especialistas lembram que ainda há desafios importantes relacionados ao acesso regular a alimentos de qualidade, à redução das desigualdades regionais e ao combate à insegurança alimentar moderada, que continua afetando milhões de brasileiros.



