Partidos alegam que decisão da União Progressista desrespeitou deliberações das convenções estaduais, que haviam aprovado apoio à reeleição de Elmano de Freitas
Da Redação
A disputa pelo comando político da Federação União Progressista no Ceará ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (28). As direções estaduais do União Brasil e do Progressistas protocolaram um pedido de anulação da convenção da federação que oficializou apoio à candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao Governo do Ceará e definiu Roberto Cláudio como candidato a vice-governador e Capitão Wagner ao Senado.
Os partidos sustentam que a decisão da federação contrariou o resultado das convenções estaduais realizadas horas antes, nas quais União Brasil e PP aprovaram, por unanimidade, apoio à candidatura à reeleição do governador Elmano de Freitas (PT). Segundo os dirigentes, a deliberação da federação teria ignorado essas decisões partidárias.
Partidos apontam irregularidades
No pedido apresentado à Justiça Eleitoral, União Brasil e Progressistas questionam a validade da convenção da federação e defendem que todos os atos praticados durante o encontro sejam anulados.
As legendas argumentam que a condução da convenção não observou as deliberações previamente aprovadas pelos partidos integrantes da federação e pedem que a Justiça reconheça a prevalência das decisões tomadas nas convenções estaduais.
Federação mantém apoio a Ciro
Apesar da contestação judicial, a Federação União Progressista protocolou no Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) o pedido de registro da chapa formada por Ciro Gomes para o Governo do Estado, Roberto Cláudio para vice-governador e Capitão Wagner para o Senado.
Enquanto não houver decisão judicial em sentido contrário, permanece válido o registro da chapa aprovado pela federação.
Disputa deve ser decidida pela Justiça
A judicialização do caso já era esperada desde o encerramento da convenção da União Progressista. O conflito expõe a divisão interna entre lideranças estaduais da federação sobre o posicionamento na disputa pelo Governo do Ceará.
Agora, caberá à Justiça Eleitoral analisar se a convenção da federação respeitou as normas partidárias e o estatuto da União Progressista ou se deverão prevalecer as decisões tomadas separadamente por União Brasil e Progressistas.
A decisão poderá influenciar diretamente a composição das alianças na eleição estadual e definir qual deliberação terá validade jurídica no processo eleitoral de 2026.



