Da Redação
A vereadora de Fortaleza Adriana Gerônimo (PSOL) denunciou ter recebido uma nova ameaça de morte, a segunda em um intervalo de sete meses. A parlamentar registrou boletim de ocorrência e informou que encaminhou o caso às autoridades responsáveis pela investigação.
Segundo Adriana, a ameaça foi enviada por mensagem e faz referência direta ao exercício de seu mandato. Em publicação nas redes sociais, a vereadora afirmou que a tentativa de intimidação não impedirá a continuidade de sua atuação política.
“É revoltante”, escreveu ao comentar o episódio.
A parlamentar declarou que as ameaças têm relação com sua atuação em defesa dos direitos humanos, das mulheres, da população negra, da comunidade LGBTQIA+ e de moradores das periferias de Fortaleza.
Novo episódio amplia preocupação
Esta é a segunda vez que Adriana Gerônimo comunica ameaças de morte desde o início do mandato. O primeiro caso ocorreu há cerca de sete meses e também foi levado ao conhecimento das autoridades.
Após a nova denúncia, a vereadora voltou a cobrar uma investigação rigorosa para identificar os responsáveis e responsabilizá-los criminalmente.
A parlamentar ressaltou que ataques contra representantes eleitos não atingem apenas a pessoa ameaçada, mas também o exercício do mandato conferido pelo voto popular.
Violência política
O caso reacende o debate sobre a violência política no Brasil, especialmente contra mulheres que ocupam cargos públicos.
Nos últimos anos, parlamentares têm relatado episódios de intimidação, perseguição e ameaças motivadas pela atuação política, levando partidos, movimentos sociais e organizações de direitos humanos a defenderem mecanismos mais eficazes de proteção.
A legislação brasileira passou a reconhecer a violência política de gênero como prática passível de responsabilização criminal quando o objetivo é impedir ou dificultar o exercício do mandato por razões relacionadas ao gênero da representante eleita.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a autoria da nova ameaça. A Polícia Civil deverá conduzir a investigação para identificar a origem das mensagens e apurar a eventual prática de crimes previstos na legislação penal.
A vereadora afirmou que seguirá exercendo normalmente suas atividades parlamentares, apesar das ameaças recebidas. Para Adriana, interromper sua atuação significaria atender ao objetivo de quem tenta intimidá-la por meio da violência.






