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São Paulo: 35 mil celulares roubados em 7 meses; um crime a cada 7 minutos

Da Redação

A cidade de São Paulo registrou 35.385 roubos de celular entre janeiro e julho de 2025 — uma média alarmante de 168 ocorrências por dia, ou um crime a cada sete minutos. A maioria acontece à noite, e especialistas alertam para subnotificação e necessidade de ação rápida e inteligente.

São Paulo vive uma verdadeira epidemia urbana: entre janeiro e julho de 2025, o número de celulares roubados chegou a 35.385, segundo levantamento com base em registros da Secretaria da Segurança Pública. Isso representa uma média de 168 roubos por dia, ou um celular levado a cada sete minutos — em plena metrópole de 12 milhões de habitantes.

Apesar de ter havido uma redução de 13,3% em relação ao mesmo período em 2024 — quando foram registrados 40.821 casos — o patamar de criminalidade continua extremamente elevado. Especialistas afirmam que esses números ainda são subestimados, já que muitas vítimas não registram boletim de ocorrência. A rotina de ônibus lotados, bairros em deslocamento e ruas movimentadas não permite ignorar esse flagelo.

Distribuição por turno:

  • Noite: 15.441 registros
  • Tarde: 7.006
  • Madrugada: 6.734
  • Manhã: 6.151
  • Horário não informado: 53

Áreas mais afetadas

Os distritos policiais com maior número de boletins foram:

  • Capão Redondo: 1.332
  • Pinheiros: 1.185
  • Campo Limpo: 1.175
  • Parque Santo Antônio: 916
  • Perdizes: 909
  • Campos Elíseos: 867
  • Sé: 864
  • Jardim Herculano: 747
  • Pari: 741
  • Consolação: 654

As vias mais visadas pelos criminosos incluem Avenida do Estado, Avenida Cruzeiro do Sul, Estrada do M’Boi Mirim, Rua Augusta e Paulista, entre outras.

O que está por trás desse crime

O interesse dos criminosos vai além do valor do aparelho: o celular é um verdadeiro “caixa eletrônico portátil”, recheado de informações bancárias e pessoais. A revenda e o repasse rápido tornam esse crime lucrativo e de difícil perseguição judicial.

Opinião de especialistas

Rafael Alcadipani, professor da FGV e integrante do Fórum de Segurança Pública, considera os números “extremamente altos” e aponta que a queda de 13% não reflete mudanças significativas diante de um índice tão elevado. Ele ressalta que quem registra boletim geralmente tem seguro, enquanto a maioria das vítimas sequer busca apoio institucional.

Segundo Alcadipani, necessitamos de um patrulhamento mais inteligente, ações eficazes contra a receptação dos aparelhos roubados e um papel responsável do consumidor — para que não fomente o crime, evitando ofertas muito baratas que escondem origem ilícita.

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