Da Redação
Enquanto tenta “limpar o currículo” dos acusados de golpe, Tarcísio desperta revolta e acusações: a fantasia de impunidade parece ser a única proposta concreta que ele leva ao país.
Parece piada — mas não é. Em 2025, quando a poeira dos escândalos e golpes ainda nem assentou, Tarcísio de Freitas ignora leis, consciência e tragédias recentes e começa a costurar uma anistia ampla para militantes e golpistas condenados. O argumento? “Reconciliação política”. A consequência real? Insultar a memória das vítimas, pisotear a Constituição e escancarar que a impunidade é o plano.
Para quem viveu, leu ou estudou os eventos de 2022–2023, o nome “anistia” carrega horror. São latrocínios, terrorismo doméstico, tentativa de destruir a ordem democrática — não divergência política. Não há “conflito de ideias”, mas crime. E ainda assim, vem gente dizendo que esse crime merece perdão.
Quem tenta vender esse perdão é o próprio Tarcísio — que financia reuniões discretas no Congresso, conversa com deputados, senadores, tenta reviver velhas lealdades políticas, busca apoio de partidos e forças conservadoras. Ele afirma que o país precisa “virar página”. Só que ele não fala da dor, da violação da Justiça, da impunidade, da insegurança jurídica. Ele fala da volta dos impunes às ruas com tornozeleiras — ou sem elas.
A resposta veio rápida e óbvia. Líderes progressistas, setores populares, movimentos sociais e parte da opinião pública reagiram com indignação. O argumento moral leva a outro: se anistiar criminoso de 8 de janeiro, hoje presos e condenados, abre-se precedentes perigosos. Quem garante que amanhã a “anistia” não alcance corruptos de colarinho branco, milicianos, assassinos de Estado?
O discurso de “perdão para pacificar” soa como piada de mau gosto quando para cada nome que se quer anistiar, há famílias desalojadas, sangue nas ruas, casas destruídas, vidas arrancadas, democracia ameaçada. Anistiar quem atentou contra a Constituição não é gesto de paz — é provocação. É dizer: “Poderemos tentar de novo, sem medo”. É o convite ao caos.
E o mais grotesco: Tarcísio tenta vender a ideia como “novidade”, “avenida para um novo começo”. O que ele realmente oferece é retrocesso — a blindagem dos poderosos, o escudo para milicianos e conspiradores, a volta por cima de quem tentou entregar o país a um regime de força.
Nessa disputa, o que está em jogo não é só lei — é memória. Se a Constituição for rasgada com anistia de golpe, o Brasil não estará apenas perdoando criminosos: estará traindo a si mesmo.
Porque não se trata de “reconciliação política”. Trata-se de impunidade institucional. E retaliar essa ameaça exige indignação, vigilância e voz — sem concessões, sem meias-palavras, sem nostalgia de golpe.


