Atitude Popular

“A leitura é ferramenta de transformação”, diz Lúcio Pessôa ao defender livros como apoio à saúde emocional

Master terapeuta afirma que o hábito da leitura amplia consciência, fortalece vínculos humanos e pode ajudar no enfrentamento da ansiedade, do medo e do isolamento

O programa Café com Democracia, da TV Atitude Popular, exibido em 8 de maio e apresentado por Luiz Regadas, debateu o papel da leitura na saúde emocional e na formação humana. O convidado foi o escritor e master terapeuta Lúcio Pessôa, que refletiu sobre como os livros podem funcionar como instrumentos de transformação pessoal, ampliação da consciência e fortalecimento psicológico.

Durante a entrevista, Lúcio Pessôa defendeu que a leitura não deve ser vista apenas como atividade intelectual ou acadêmica, mas como experiência humana capaz de reorganizar afetos, ampliar horizontes e criar novas formas de compreender o sofrimento, os vínculos e a própria existência.

“A leitura é ferramenta de transformação”, afirmou.

Segundo ele, o contato constante com livros permite que as pessoas desenvolvam maior capacidade crítica, empatia e equilíbrio emocional em uma sociedade marcada pela velocidade, pela ansiedade e pela superficialidade das relações.

Ao longo da conversa, Luiz Regadas destacou o impacto da tecnologia e das redes sociais sobre os hábitos culturais contemporâneos. Em resposta, Lúcio argumentou que a leitura exige pausa, concentração e imaginação, funcionando quase como um exercício de reorganização mental diante do excesso de estímulos digitais.

Para o terapeuta, o livro cria uma experiência diferente daquela oferecida pelas plataformas digitais porque obriga o leitor a desacelerar. “Quando você lê, você entra em contato consigo mesmo”, afirmou.

O entrevistado também relacionou a leitura ao fortalecimento da saúde emocional. Segundo ele, muitas pessoas encontram nos livros formas de compreender dores internas, traumas, angústias e conflitos que antes pareciam isolados ou incomunicáveis.

Lúcio explicou que a literatura, a filosofia, a psicologia e até narrativas autobiográficas ajudam leitores a perceber que o sofrimento humano possui dimensão coletiva e histórica. Isso reduz sentimentos de solidão e favorece processos de reconstrução emocional.

Durante a entrevista, o escritor afirmou que o hábito da leitura também influencia diretamente a autoestima e a capacidade de comunicação das pessoas. Segundo ele, quem lê amplia repertórios simbólicos, desenvolve linguagem mais sofisticada e fortalece a autonomia intelectual.

A conversa abordou ainda a importância do acesso democrático aos livros e à educação. Luiz Regadas ressaltou que, em muitas regiões periféricas e interioranas, bibliotecas públicas, escolas e projetos comunitários ainda são insuficientes para garantir formação cultural ampla.

Lúcio Pessôa concordou que o acesso à leitura continua profundamente desigual no Brasil e afirmou que incentivar bibliotecas comunitárias, clubes de leitura e espaços populares de cultura é fundamental para reduzir desigualdades sociais e emocionais.

Segundo ele, o livro não transforma apenas indivíduos isoladamente, mas também territórios inteiros quando circula coletivamente.

Ao refletir sobre o momento histórico atual, o terapeuta afirmou que o crescimento da intolerância, da violência simbólica e da radicalização política também está relacionado ao empobrecimento da formação cultural e da capacidade de escuta.

Para ele, a leitura ajuda justamente a criar mediações humanas mais complexas, permitindo que as pessoas convivam melhor com diferenças e ambiguidades.

Durante o programa, Luiz Regadas também chamou atenção para a necessidade de estimular o hábito da leitura desde a infância. Lúcio respondeu que o exemplo familiar e comunitário possui papel decisivo nesse processo.

“O livro precisa deixar de ser visto como obrigação escolar e voltar a ser percebido como experiência humana”, afirmou.

O entrevistado defendeu ainda que saúde emocional não pode ser tratada apenas como questão clínica individual. Segundo ele, fatores sociais, econômicos, culturais e afetivos influenciam diretamente o sofrimento psíquico contemporâneo.

Nesse contexto, a leitura aparece como ferramenta complementar de cuidado, reflexão e fortalecimento subjetivo.

Ao final da entrevista, Lúcio Pessôa reafirmou que ler é também um ato de resistência cultural diante de uma sociedade cada vez mais acelerada e fragmentada.

“Quem lê consegue compreender melhor a si mesmo e o mundo ao redor”, concluiu.

📺 Programa Café com Democracia
📅 De segunda à sexta
🕙 Das 7h30 às 8h
📺 Ao vivo em: https://www.youtube.com/TVAtitudePopular
💚 Apoie a comunicação popular!
📲 Pix: 85 996622120
📲✨ Siga o canal “Atitude Popular” no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029Vb7GYfH8KMqiuH1UsX2O