Sousa Junior – Diteror da Atitude Popular
Com tantas notícias recentes de feminicídios e violência contra mulheres e meninas, a gente fica até um pouco desanimado, como se a humanidade em vez de avançar estivesse retrocedendo, desumanizando-se, apesar de várias leis e iniciativas, como a atual campanha do Governo Lula em defesa das mulheres.
Atribuo este fenômeno, em parte, ao avanço do nazifascismo no mundo e, no Brasil, ao surgimento do bolsonarismo, essa praga que continua viva e forte, ameaçando até voltar ao governo, cujas características centrais, entre outras, são justamente a violência (arminha na mão para todos) e a misoginia (“tive três filhos homens, aí dei uma fraquejada e nasceu uma mulher”, ou “só não estupro você porque é feia, não merece”, lembram?).
Mas as mulheres resistem. Não se calam. Onde havia o silêncio por medo, hoje habita a denúncia e exige-se a proteção das vítimas e a devida punição dos agressores. Talvez isso explique a pandemia de notícias de violência contra as mulheres que chocam o mundo civilizado. O que se fazia escondido, desde o início do patriarcado, hoje é escancarado pela mídia como um câncer exposto que mutila corpos e mentes femininas, mas permite que a sociedade e o Estado possam combatê-lo e erradicá-lo com a Lei e a mudança de paradigma da sociedade – em vez de submissão, a mulher ocupa na sociedade cada vez mais o espaço que merece e o lugar que é onde ela quiser estar.
Que este 8 de março dê um impulso à luta contra o feminicídio no Brasil e no Mundo e pela igualdade efetiva entre mulheres e homens. Esta é a melhor forma de homenagear as mulheres neste seu Dia Internacional.











