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Empresas convocadas a liderar ação climática na COP30, diz presidente da conferência

Da Redação

O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, destacou que o setor privado ocupará papel central na transição para uma economia de baixo carbono. Em sua sétima carta à comunidade internacional, ele afirma que a conferência em Belém precisa transformar compromissos climáticos em entrega concreta, com empresas protagonistas nas soluções.

A presidência brasileira da COP30 divulgou sua sétima carta à comunidade internacional, em que propõe que o setor privado assuma protagonismo na ação climática global. O embaixador André Corrêa do Lago afirma que as empresas devem ser “co-arquitetas” da transição para uma economia de baixo carbono e participar ativamente da conferência em Belém, sinalizando que este será o momento de transformar promessas em entregas concretas.

Em discurso à imprensa, Corrêa do Lago reforçou que a COP30 deve ser encarada como o “maior mercado de soluções climáticas do mundo”, com foco na implementação de medidas concretas e não apenas negociações diplomáticas. Para isso, destaca-se a Agenda de Ação Climática da conferência — uma plataforma que conecta governos, cidades, empresas e investidores em projetos de energias renováveis, cidades resilientes, financiamento sustentável e outras frentes.

O presidente também ressaltou que a transição climática é irreversível e que as empresas que se anteciparem às grandes transformações emergirão mais resilientes e bem posicionadas. Ao mesmo tempo, alertou que o setor privado não pode retroceder neste processo, mesmo diante de desafios como a crise de hospedagem em Belém, que tem dificultado a participação de delegações e impedido o engajamento pleno de empresas.

A carta cita a necessidade urgente de monitorar compromissos empresariais com ações concretas, apontando que, embora existam centenas de iniciativas registradas, poucas são lembradas ou sequer implementadas. De acordo com Corrêa do Lago, o desafio atual é passar da retórica à escala real de transformação.

Além de destacar a importância do setor privado, a carta também enfatiza o papel de estados, municípios, universidades, organizações da sociedade civil e cidadãos na solução da crise climática. Não se trata apenas de metas diplomáticas, mas de mobilizar a sociedade como um todo.

O documento reforça a proposta do “roteiro Baku–Belém”, desenvolvido em parceria com o Azerbaijão, que busca elevar o financiamento climático até US$ 1,3 trilhão anuais até 2035, superando as falhas dos compromissos anteriores, ainda distantes da meta de US$ 100 bilhões anuais prometidos pelos países ricos em 2009 e não integralmente cumpridos.

Em síntese, a COP30 em Belém se posiciona como uma conferência de implementação e de colaboração público-privada efetiva. O apelo é claro: não basta negociar — é preciso construir, investir, inovar e entregar resultados.


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