Da Redação
Após suspender US$ 4,9 bilhões em ajuda internacional via manobra orçamentária, Trump acelera o desmonte da USAID. Marco Rubio anuncia que as atividades finais da agência ficarão sob responsabilidade de Russ Vought.
O presidente Donald Trump ordenou o cancelamento de US$ 4,9 bilhões em ajuda externa aprovada pelo Congresso por meio de um dispositivo legal raro conhecido como “pocket rescission”. A ação impede que o orçamento destinado a programas do Departamento de Estado e da USAID seja executado, já que ocorre tão próximo ao fim do ano fiscal que inviabiliza a tramitação legislativa necessária para reverter a medida.
Em consequência, a USAID — maior agência de ajuda humanitária do mundo — foi praticamente desativada. Em comunicado, o secretário de Estado Marco Rubio anunciou que a coordenação final das atividades de encerramento da agência ficou sob responsabilidade de Russ Vought, diretor do Escritório de Gerenciamento e Orçamento (OMB). Com isso, os remanescentes programas de assistência ao exterior ficarão sob a tutela do Departamento de Estado.
A revogação das verbas e o fechamento da estrutura da USAID fazem parte de um esforço político concentrado em reduzir gastos considerados “excessivos” e alinhados à agenda “America First”. Grande parte das iniciativas de prevenção à pobreza, saúde global, democracia e direitos humanos foram abruptamente interrompidas ou repassadas ao controle direto da diplomacia americana.
A manobra gerou forte reação bipartidária. Críticos, incluindo a senadora Susan Collins e o líder democrata Chuck Schumer, afirmam que a ação viola o princípio constitucional da autoridade orçamentária do Congresso. Além disso, há temor de que a medida agrave as negociações sobre o orçamento federal e aumente o risco de paralisia das finanças públicas.


