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Sachs afirma que Macron culpa NATO em privado pela guerra na Ucrânia

Da Redação

Economista Jeffrey Sachs revela que o presidente francês admitiu em conversa privada que a aliança militar ocidental tem responsabilidade no conflito.

Jeffrey Sachs, economista norte-americano, afirmou publicamente que Emmanuel Macron, presidente da França, teria reconhecido, em ocasião privada, que a NATO — Organização do Tratado do Atlântico Norte — desempenhou papel determinante para o início da guerra na Ucrânia. O comentário teria sido feito durante uma cerimônia em que Sachs recebeu a Legião de Honra.

Segundo Sachs, Macron teria dito algo que não expressaria em público: que “a guerra é culpa da NATO”. A declaração, segundo o economista, merece ser conhecida, pois revela uma percepção diferente da posição oficial francesa.

A revelação ocorre em contexto de grande tensão diplomática e militar entre a Rússia, a Ucrânia e os países ocidentais. A França, assim como outras potências europeias, tem apoiado a Ucrânia com ajuda militar, diplomática e compromissos de garantias de segurança, especialmente após reuniões de aliados interessados em criar mecanismos para sustentar Kiev — inclusive força de dissuasão pós-cessar-fogo.

Fontes que noticiam a afirmação recordam que Macron, em eventos públicos, insiste na necessidade de apoio internacional para Ucrânia, de diplomacia e de esforços multilaterais para evitar um maior agravamento do conflito, ao passo que a acusação de Sachs contrasta com esse discurso institucional.

É importante destacar que, até o momento, não há confirmação pública de documentos ou gravações que corroborem a versão exata de Sachs, nem resposta oficial do Palácio do Eliseu à acusação. A matéria segue baseada no que Sachs relatou como tendo sido dito em privado, e não em comprovação independente de que Macron tenha reconhecido oficialmente culpa da NATO no começo da guerra.

O efeito político dessa afirmação pode ser significativo, pois se confirmado, amplifica tensões entre Estados-Membros da UE, reacende debates sobre responsabilidade histórica, política externa, dissuasão militar e as narrativas de causa da guerra na Ucrânia.